Conforme noticiado pelo Olhar Digital, um vulcão entrou em erupção na Islândia pela segunda vez em menos de um mês (e terceira, desde dezembro). O evento aconteceu na quinta-feira (8), por volta das 3h da manhã (pelo horário de Brasília), na península de Reykjanes, lançando lava a mais de 80 m de altura.

Desde novembro passado, quando os tremores de terra começaram a aumentar em frequência e intensidade, a cidade de Grindavik, no sudoeste do país insular, a apenas 54 km da capital Reykjavik, foi evacuada em precaução. Agora, cientistas têm dados concretos sobre o que estava acontecendo sob seus pés: um enorme dique de magma de cerca de 15 km de extensão se formou nas profundezas subterrâneas.

Vulcão libera três piscinas olímpicas de lava por segundo

O que impressiona os pesquisadores não é apenas a amplitude desse fenômeno, mas também a velocidade ultrarrápida com que o magma está fluindo no dique. Estima-se que a vazão esteja em torno de 7,4 mil metros cúbicos (equivalente a três piscinas olímpicas) por segundo. Esse fluxo é significativamente maior do que o observado em erupções anteriores na região, que foram cerca de 30 vezes mais lentas.

Desde a primeira erupção, em 18 de dezembro, os cientistas temiam que um novo sistema vulcânico estivesse se formando, possivelmente maior do que os três anteriores combinado – o que foi confirmado. A erupção de janeiro atingiu Grindavik, que permaneceu evacuada desde então. A desta semana ocorreu em um local semelhante ao anterior, mas mais distante da cidade.

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Imagens impactantes mostram fontes de lava atingindo alturas de 50 a 80 metros, com uma pluma chegando a cerca de três km de altitude. A Agência Meteorológica Islandesa (IMO) revelou a formação de queda de tephra na cidade, um material resultante do rápido resfriamento da lava. 

Um artigo que descreve essas descobertas foi publicado na revista Science, lançando luz sobre os fenômenos extraordinários que continuam a moldar o cenário geológico da Islândia.