Em uma era em que a publicidade digital muitas vezes é vista como intrusiva e prejudicial à experiência do usuário, o Bluesky, uma plataforma de rede social, está desafiando as convenções estabelecidas com uma abordagem diferente para a publicidade.

Jay Graber, CEO do Bluesky, compartilhou insights em uma entrevista para o WIRED sobre o modelo de anúncios da plataforma, destacando uma visão que prioriza a integridade da experiência do usuário e a descentralização.

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Diferentemente das redes sociais convencionais, que muitas vezes são inundadas por anúncios invasivos, o Bluesky está comprometida em preservar a qualidade do ambiente social. Graber enfatizou que a plataforma oferecerá sempre opções gratuitas, garantindo que os anúncios não prejudiquem a experiência do usuário.

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Uma das estratégias-chave do Bluesky é o modelo federado, que permite aos usuários hospedar seus próprios servidores e manter o controle sobre sua experiência. Isso significa que a publicidade não será imposta de cima para baixo, mas sim integrada de forma transparente e respeitosa, refletindo os valores da comunidade.

Graber também discutiu a possibilidade de monetização através de parcerias estratégicas, como a venda de domínios personalizados em colaboração com registradores de domínios como a Namecheap. Essa abordagem não apenas permite aos usuários personalizar suas identidades na plataforma, mas também abre novas oportunidades de receita para o Bluesky.

No entanto, a CEO enfatizou que a integridade da experiência do usuário sempre será prioritária. Em um ecossistema descentralizado, onde os usuários têm o poder de escolha e controle, o Bluesky está determinada a garantir que a publicidade seja relevante, não intrusiva e alinhada aos interesses e valores da comunidade.

Outros tópicos

A entrevista com a CEO do Bluesky aborda vários pontos importantes sobre a plataforma e seu modelo de negócios. Confira o que mais foi discutido por ela:

  • O Bluesky construiu um protocolo aberto, permitindo que diferentes desenvolvedores, empresas e pessoas modifiquem suas experiências na rede. Isso cria um ambiente mais flexível e permite inovação contínua.
  • A CEO destaca a cultura do Bluesky como sendo “muito lúdica e caótica”, com uma proporção alta de postadores ativos em comparação com observadores passivos em outras redes sociais.
  • Segundo Graber, o Bluesky tem diretrizes comunitárias para prevenir assédio e discurso de ódio, mas também adota uma abordagem de moderação aberta, permitindo que qualquer pessoa crie e implemente suas próprias normas de moderação.
  • A CEO reconheceu os desafios da moderação, especialmente em relação a conteúdos como deepfakes, mas destaca a abordagem proativa da comunidade e possíveis soluções através de sistemas de rotulagem de terceiros.
  • O co-fundador do Twitter, Jack Dorsey, está envolvido no projeto como membro do conselho, demonstrando seu apoio à visão de uma web social aberta e descentralizada, segundo Graber.
  • A CEO diz esperar que o Bluesky ajude a mover a web social em direção a protocolos abertos e plataformas mais flexíveis, incentivando a inovação e proporcionando uma experiência positiva para os usuários.