A Comissão de Inteligência da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira (14) uma declaração mencionando uma “séria ameaça à segurança nacional”. Segundo fontes da imprensa norte-americana, a potencial ameaça seria uma arma nuclear espacial russa.

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Duas fontes familiarizadas com as discussões no Capitólio disseram que a arma foi desenvolvida pelo projeto nuclear espacial da Rússia. O armamento, no entanto, não dispararia mísseis a partir do espaço em direção a alvos na Terra. A ideia é que ele sirva para atingir satélites que estão na órbita baixa do planeta.

De acordo com as informações repassadas até agora pelas autoridades dos EUA, a arma russa poderia destruir as comunicações civis, a vigilância do espaço e as operações militares de comando de países rivais.

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Se confirmado, esse pode ser um indicativo de que Moscou pretende para abandonar o Tratado do Espaço Sideral, de 1967, que proíbe todas as armas nucleares orbitais. As informações são de O Globo.

Suposta arma nuclear espacial de Moscou é mais um motivo de tensão entre os governos de Rússia e EUA (Imagem: icedmocha/Shutterstock)

Rússia nega estar desenvolvendo armamento

  • Mesmo não se tratando de uma ameaça direta aos cidadãos norte-americanos, os congressistas insistiram que o assunto “é muito preocupante e muito sensível”.
  • Um parlamentar republicano de Ohio chegou a pedir que o presidente Joe Biden torne públicas informações relativas ao assunto.
  • Segundo ele, é necessário discutir abertamente com nações aliadas as ações necessárias para responder a esta suposta ameaça russa.
  • Em resposta, autoridades americanas disseram que a arma nuclear espacial ainda não teria sido lançada, e que ainda estaria em desenvolvimento.
  • Funcionários da Casa Branca disseram que avaliaram a ameaça como “séria”, mas acreditavam que havia maneiras de “contê-la” sem provocar pânico em massa.
  • O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, afirmou que uma reunião confidencial com a liderança do Congresso já foi agendada para esta quinta-feira (15).
  • No entanto, o governo dos EUA informou que não irá conceder mais detalhes sobre o assunto.
  • O governo da Rússia, por sua vez, negou qualquer informação ligada ao novo armamento.
  • Segundo o porta-voz do governo de Vladimir Putin, Dmitry Peskov, essa foi uma estratégia do governo Biden para convencer o Congresso a liberar novos repasses bilionários para apoiar a Ucrânia na guerra.