As superbactérias são um problema reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No fim do ano passado, a entidade emitiu um alerta para o uso desenfreado (e incorreto) dos antibióticos – e disse que isso está criando uma onda de microrganismos resistentes.

Segundo a OMS, se o quadro persistir, as superbactérias poderão matar 10 milhões de pessoas por ano até 2050!

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Diante desse aviso, cientistas correm contra o tempo para enfrentar esses minúsculos, mas poderosos seres vivos. E um grupo de Harvard parece ter encontrado um candidato promissor, batizado de cresomicina.

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Todos os detalhes foram publicados em artigo científico na Science.

Como ele age

  • A grande sacada do antibiótico é que ele atua diretamente no ribossomo dessas bactérias – e não fica restrito à camada externa.
  • Com isso, a cresomicina ataca diretamente a resistência desses microrganismos.
  • O estudo de Harvard se concentrou em bactérias conhecidas por sua resistência, como Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa.
  • Nos experimentos, os pesquisadores testaram a cresomicina contra tipos diferentes de bactérias e descobriram que o antibiótico foi eficaz contra todas, justamente por interagir com os pontos fracos delas.
  • A ideia dos pesquisadores é que a cresomicina possa ajudar no desenvolvimento de soluções personalizadas e seja a base da próxima geração de antibióticos.

As informações são do jornal britânico The Independent.

Uma pesquisa brasileira

Como já disse, cientistas do mundo todo estão desenvolvendo formas de combater as superbactérias. Aqui no Brasil, um dos candidatos saiu do Instituto Butantan, em São Paulo.

Os pesquisadores conseguiram identificar e sintetizar uma molécula, batizada de Doderlina, que apresentou atividade antimicrobiana contra diferentes bactérias e fungos.

Extraído da Lactobacillus acidophilus, bactéria que habita a microbiota humana, o composto não é tóxico e tem potencial para se tornar um novo antibiótico no futuro e ajudar a combater infecções resistentes.

Um outro estudo promissor foi divulgado recentemente pela Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia.

E o Olhar Digital acompanhou essa descoberta. Você pode ler mais sobre o assunto aqui.