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Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a sonda Odysseus, da empresa norte-americana Intuitive Machines, tombou ao pousar na Lua na quinta-feira (22). Isso também aconteceu semanas antes com o módulo SLIM (sigla em inglês para “Nave Inteligente para Investigação da Lua”), da agência espacial do Japão (JAXA), que enfrentou problemas no pouso e acabou ficando de cabeça para baixo.
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Em razão disso, os painéis solares do equipamento japonês foram inicialmente incapazes de ver o Sol e tiveram que ser desligados em poucas horas, como forma de poupar energia. Nove dias após o pouso, o equipamento acordou e começou a “trabalhar”.
Durante vários dias, SLIM coletou dados geológicos de rochas lunares, antes de voltar à hibernação no final de janeiro, quando teve início outra noite na Lua (que dura cerca de 14 dias terrestres). Na ocasião, acreditava-se que a sonda não conseguiria ser ligada novamente.
No entanto, no domingo (25), a JAXA conseguiu uma comunicação, embora curta, com a sonda japonesa, que enviou novas imagens – surpreendendo a equipe de controle da missão.
Segundo a agência, a comunicação foi rápida porque ainda era “meio-dia lunar”, e o SLIM estava a uma temperatura muito alta, de cerca de 100 graus Celsius. A JAXA agora se prepara para fazer contato novamente quando o veículo esfriar.
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Tecnologia “sniper” da sonda SLIM aperfeiçoa futuras missões à Lua
A missão SLIM não apenas representa o ingresso do Japão na corrida espacial do século 21 (que passou a ser o quinto país a pousar na Lua, após EUA, União Soviética, China e Índia), como também demonstra avanços tecnológicos revolucionários.
Com a nova técnica de pouso de precisão inaugurada pela sonda japonesa, que é apropriadamente apelidada de “sniper” (atirador de elite), futuras descidas poderão ser feitas em áreas menores e terrenos irregulares.
Após o pouso bem-sucedido, dois pequenos rovers foram implantados. O Veículo de Excursão Lunar 1 (LEV-1), equipado com câmera e instrumentos científicos, utiliza um mecanismo de salto para navegar na Lua. Por sua vez, o Veículo de Excursão Lunar 2 (LEV-2), uma esfera do tamanho da palma da mão, se divide ao tocar a superfície, permitindo movimento por rotação.
Projetada para pousar dentro de apenas 100 metros da cratera Shioli, ao sul do equador lunar, a sonda SLIM utilizou uma tecnologia de navegação baseada em visão, que a permitiu pousar a 55 metros do alvo.
O método inovador compara imagens da superfície lunar com padrões de crateras em mapas desenvolvidos pela JAXA, facilitando a identificação de áreas de interesse.