BYD lança versão mais barata do Dolphin Mini… na China

No Brasil ainda tem muita gente esperando o EV a menos de R$ 100 mil... Por aqui, o valor do elétrico chinês sai a partir de R$ 115.800
byd dolphin mini
BYD Dolphin Mini. (Imagem: BYD / Divulgação)

Tem gente aqui no Brasil esperando até hoje o Dolphin Mini a menos de R$ 100 mil… O lançamento veio, mas o preço não. O compacto elétrico chinês é vendido no mercado nacional a R$ 115.800.

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Justiça seja feita, a BYD nunca anunciou oficialmente que o veículo custaria menos de R$ 100 mil – foi algo que ganhou as redes sociais apenas. Agora, é verdade também que teve muita gente frustrada com isso – levando até ao cancelamento de inúmeras pré-reservas.

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Se no Brasil a montadora chinesa não conseguiu entregar um preço tão atrativo (embora justo por tudo que o carro traz), no seu país natal a empresa acaba de apresentar um versão ainda mais barata do Seagull, como é chamado por lá o Dolphin Mini.

Batizada de Honor Edition (Edição da Honra, em uma tradução livre), a configuração do hatch 100% elétrico custa 69.800 yuans. Isso dá aproximadamente US$ 9.700 – cerca de R$ 42 mil apenas!!

Eu, sinceramente, não me lembro a última vez que tivemos um carro 0km tão barato. Talvez na fase do IPI Zero, no governo Dilma Rousseff. Mas eram veículos mais simples, às vezes sem câmbio automático e ar-condicionado até. Agora estamos falando de um elétrico com estrutura de ponta. E por menos de R$ 45 mil… Só que na China.

A estratégia agressiva surgiu para conter o avanço de marcas rivais, como Geely, GAC Aion, Tesla, Xpeng, entre outras.

BYD Dolphin Mini Preto Polar Night. (Imagem: BYD / Divulgação)

Por que os carros são tão caros no Brasil?

O Olhar Digital já trouxe um texto explicando o motivo. Mas a vale a pena retomarmos o assunto.

  • Podemos colocar nessa lista a alta carga tributária.
  • Sobre um carro nacional, incidem o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
  • Isso sem contar o pagamento anual do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e licenciamento.
  • A partir deste ano também, o governo federal aumentou o imposto de importação de carros elétricos – o que encareceu o Dolphin Mini.
  • Mas não só só os tributos que encarecem os veículos.
  • O chamado Custo Brasil (conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas, fiscais e econômicas do país) tem um peso determinante nessa conta.
  • Como nosso transporte é quase todo rodoviário e nossas estradas são ruins, no geral, isso acaba representando um desafio para o transporte de automóveis e peças, encarecendo seu custo, que é repassado ao consumidor.
  • Tem ainda o fato de o real ter perdido valor em relação ao dólar americano nos últimos anos.
  • No meio do caminho tivemos uma pandemia que encareceu matérias-primas, como aço, minério de ferro e borracha, e desestabilizou as cadeias de suprimento das indústrias.
  • Nesse contexto, destaque para a escassez global de semicondutores, que estão presentes por todo o carro, desde o câmbio, até o freio e o motor.
  • Um último aspecto é o fato de o brasileiro gostar muito de carro e sempre ter pagado caro por isso.
  • Esse aspecto cultural pesa bastante no orçamento; tanto que o México, um país que não é rico, como a gente, tem carros 40% mais baratos que os nossos.

Informações do Dophin Mini

O BYD Dolphin Mini Honor Edition entrega apenas 75 cv de potência máxima e torque de 13,7 kgf.m. Não é lá uma máquina, mas funciona bem para a cidade.

São duas opções de autonomia: uma com 305 km (bateria de 30,08 kWh) e outra com 405 km (bateria de 38.88 kWh).

Entre os equipamentos de série, destaque para a tela rotativa de 10 polegadas da central multimídia, os quatro airbags, ar-condicionado, direção elétrica, volante multifuncional e controle de estabilidade.

Imagem: BYD / Divulgação

Na configuração comercializada aqui no mercado brasileiro, o Dolphin Mini tem autonomia de 280 km com uma carga completa, segundo o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).

Sua velocidade máxima é de 130 km/h e aceleração de zero a 100 km/h acontece em 14 segundos, com potência de 75 cv e torque de 13,7 kgfm (o mesmo do novo modelo chinês).

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Sua bateria tem capacidade de 38 kWh; o tempo de recarga é de 30 minutos em um carregador rápido (DC).

Com 3,78 metros de comprimento, ele é 10 cm maior do que um Renault Kwid e 34 cm menor do que o BYD Dolphin.

Ainda assim, ele tem 2,50 metros de entre eixos, trazendo bom espaço interno, apesar de ser considerado um Mini.

As informações são do UOL.

Bob Furuya
Bob Furuya

Roberto (Bob) Furuya é formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e atua na área desde 2010. Passou pelas redações da Jovem Pan e da BandNews FM.

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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