Os resultados financeiros divulgados pela Embraer nesta segunda-feira (18) apontam que a empresa reverteu o prejuízo de 2022 (US$ 185,4 milhões) e registrou lucro líquido de US$ 164 milhões em 2023. Esse é o melhor resultado da companhia em cinco anos.

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Jato E2 da Embraer (Imagem: divulgação/Embraer)

Embraer está decolando

Em 2023, a Embraer entregou 181 aviões, sendo 64 aeronaves comerciais, 115 jatos executivos (74 leves e 41 médios) e dois C-390, jato militar multimissão. Os números representam alta de 13% em relação a 2022. O volume de entregas é o maior desde 2019.

Segundo a empresa, o resultado de 2023 foi beneficiado pela “forte atividade no quarto trimestre de 2023 que permitiu a entrega de 75 jatos e uma geração de US$ 1,975 bilhão em receita”.

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No ano passado, a companhia gerou uma receita total de US$ 5,26 bilhões, dentro das expectativas previstas e 16% maior do que em 2022. Todas as unidades de negócios tiveram um crescimento nas receitas e volumes em relação ao ano anterior.

A empresa informou ainda que encerrou 2023 com uma carteira de pedidos firmes (backlog) avaliada em US$ 18,7 bilhões, o maior volume registrado nos últimos seis anos. Ela também reduziu ao longo do ano sua dívida líquida para US$ 781 milhões. As informações são do G1.

Ilustração de carro voador da Embraer no ar
Carro voador está sendo desenvolvido pela empresa (Imagem: divulgação/Embraer)

Carros voadores e otimismo para o futuro

  • Apesar do crescimento, a empresa informou que continua enfrentando desafios na cadeia de suprimentos, que impactaram os resultados de 2023.
  • Para 2024, a expectativa é de entregar entre 72 e 80 aeronaves comerciais e entre 125 e 135 jatos executivos.
  • Dessa forma, a previsão é de geração de receita entre US$ 6 bilhões e US$ 6,4 bilhões, e um fluxo de caixa livre ajustado de pelo US$ 220 milhões no ano.
  • Além disso, a Embraer está de olho no potencial início das operações de carros voadores da empresa, o que pode acontecer em 2026.
  • A liberação dos eVTOLs’ (veículos elétricos de pouso de decolagem vertical) já estão sob avaliação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável por supervisionar as atividades da aviação civil no Brasil.