Um Eclipse Solar Total é esperado para o mês de abril. O fenômeno poderá ser avistado em quase toda a América do Norte e tem deixado as autoridades dos Estados Unidos em alerta. O principal temor é em relação ao aumento considerável de turistas, o que pode causar o colapso dos serviços de emergência do país. Mas um novo estudo acende mais um sinal de preocupação, desta vez relacionado aos motoristas.

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Eclipse solar total no céu em 1919
Eclipse Solar Total pode aumentar insegurança no trânsito (Imagem: Domínio Público)

Perigo nas estradas

O último eclipse solar total nos EUA aconteceu em 2017. Na oportunidade, o número de acidentes de trânsito com mortes aumentou. Segundo pesquisadores, cerca de 20 milhões de pessoas viajaram para ver o fenômenos há 7 anos. Isso causou congestionamentos de até 13 horas em algumas regiões do país.

Além disso, houve 30% mais acidentes fatais no período. Foram cerca de 10 colisões com morte por hora no dia anterior, no dia e no dia seguinte ao eclipse, em comparação com cerca de 8 óbitos na estrada por hora durante os períodos de controle “normais”.

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Em termos absolutos, diz o estudo, essa média é de uma pessoa extra envolvida em acidentes a cada 25 minutos e uma fatalidade extra a cada 95 minutos. O risco relativo de sofrer um acidente fatal foi 70% maior do que o normal para os jovens e 40% maior do que em dias normais de tempo claro. As chances de sofrer um acidente de trânsito grave, mas não fatal, também eram duas vezes mais prováveis durante o eclipse de 2017.

De acordo com os pesquisadores, as principais causas de mortes no trânsito foram dirigir em rotas desconhecidas, dirigir acima da velocidade permitida, embriaguez ao volante e parar repentinamente em locais inadequados para não perder o fenômeno.

O estudo foi publicado no JAMA Internal Medicine. As informações são da ScienceAlert.

Estudo aponta que houve 30% mais acidentes fatais nos EUA durante último Eclipse Solar Total (Imagem: William A. Morgan/Shutterstock)

O eclipse

  • No dia 8 de abril a Lua cobrirá o Sol num Eclipse Solar Total que poderá ser visto de várias regiões da América do Norte, possibilitando que milhões de pessoas observem o fenômeno, que resulta numa cobertura quase perfeita da estrela. Infelizmente, o evento não será visto do Brasil.
  • O fenômeno é o mesmo que foi registrado em 2017, mas há algumas diferenças.
  • No último evento do tipo, a Lua estava um pouco mais distante da Terra, assim a faixa onde o fenômeno pode ser observado em sua totalidade variava de 100 a 115 quilômetros de largura.
  • No que acontece em abril, essa faixa irá variar de 170 a 200 quilômetros.
  • O Eclipse Solar Total deste ano poderá ser visto por cidades e áreas mais densamente povoadas, permitindo que 31,6 milhões de pessoas assistam o fenômeno, em comparação com as 12 milhões de 2017.
  • No eclipse de 2017, o período mais longo de sua totalidade aconteceu próximo a Carbondale, Illinois e durou de 2 minutos e 42 segundos.
  • Em 2024, ele será mais longo próximo a Torreón, no México, durando cerca de 4 minutos e 26 segundos.
  • Durações superiores a 4 minutos, no entanto, também acontecerão até próximo da fronteira do Canadá, quando o eclipse durará 3 minutos e 21 segundos;
  • Outra diferença é que o ano de 2024 é mais próximo do máximo solar, onde a atividade da estrela é maior.
  • Assim, quando a Lua cobrir o Sol, é bem provável que serpentes de fogo na coroa estelar, diferente da aparência mais simples de 2017.