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Usando o Telescópio Espacial James Webb, um grupo de astrônomos descobriu que exoplanetas rochosos e ricos em carbono podem ser prováveis de serem encontrados em torno de estrelas pequenas.
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A descoberta, publicada na revista Science, foi feita graças ao instrumento Mid-Infrared (MIRI), do James Webb, enquanto observava o objeto ISO-ChaI 147.
- O objeto é uma pequena e jovem estrela como apenas 10% da massa solar;
- Ela inda ostenta seu disco protoplanetário, rico em moléculas que contêm carbono e pobre em oxigênio;
- Ele está localizado na região de formação estelar Camaleão I, a cerca de 600 anos-luz de distância;
- Na mesma região, estão localizadas outras cerca de 237 jovens estrelas.
O disco protoplanetário em torno de uma estrela, da qual os planetas se formarão, diz muito sobre o futuro do sistema estelar, como a quantidade de mundos que ele abrigará e qual serão suas composições. As observações do ISO-ChaI 147 apontaram ser provável que se formem mais exoplanetas pequenos e rochosos por lá, do que gigantes gasosos.

Assim, como estrelas de baixa massa são mais comuns na Via Láctea do que aquelas com o tamanho do Sol ou maiores, pode ser que haja mais mundos rochosos na nossa galáxia do que se pensava anteriormente.
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Os exoplanetas que se formarão terão atmosferas ricas em hidrocarbonetos
Além disso, as observações encontraram no disco a presença de 13 moléculas contendo carbono, incluindo etano e benzina, enquanto é pobre na presença de oxigênio. Essa composição fala muito sobre os tipos de planetas que estão se formando por lá. Apesar de serem rochosos como a Terra, eles possuirão atmosferas primárias completamente diferentes, ricas em hidrocarbonetos, ao invés de gás carbônico e água.
O motivo desse desequilíbrio de carbono e oxigênio ainda não é muito compreendido pelos pesquisadores, mas acredita-se que isso se dê por razões como o disco protoplanetário de estrelas pequenas ter sido enriquecido com carbono, ou oxigênio ter se esgotado rapidamente neles.

Agora, os pesquisadores esperam usar o James Webb para observar o disco protoplanetário de outras estrelas de baixa massa. Essa investigação poderia nos dizer o quão comuns são essas regiões de formação de exoplanetas rochosos e ricos em carbono.