Nos últimos dias, a Força Aérea Brasileira (FAB) disse estar estudando comprar caças F-16 usados. Estes modelos são os mesmos fornecidos pelo Ocidente à Ucrânia em meio à guerra contra a Rússia. No caso brasileiro, as aeronaves seriam um possível substituto dos caças Gripen devido aos altos custos de negociação e o atraso no cronograma de entregas da sueca Saab.

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Modelo F-16 (Imagem: Divulgação/Força Aérea dos EUA/Master Sgt. Val Gempis)

F-16 é um dos queridinhos da aviação

  • Desenvolvido na década de 1970, ele e é um dos modelos mais famosos e o com mais unidades em operação no mundo.
  • Considerado um avião de combate multimissão, ele já foi usado para atingir alvos em solo e no ar. 
  • No combate aéreo, a manobrabilidade dele é superior a de todas as aeronaves de combate com potencial ameaça, segundo a Força Aérea dos Estados Unidos.
  • Já com alvos em solo, o jato pode lançar suas armas com precisão, defender-se contra aeronaves inimigas e retornar ao seu ponto de partida.
  • O modelo ainda é capaz de localizar alvos em todas as condições meteorológicas e detectar aeronaves voando baixo na interferência do radar.
Caça F-16 é considerado um dos melhores custos-benefícios do setor militar (Imagem: Divulgação/ Força Aérea dos EUA/Tech. Sgt. Matthew Lotz)

Modelo passa por constantes atualizações

Um dos destaques do F-16 é sua fuselagem leve, mas resistente. Sistemas de outras aeronaves, como o F-15 e o F-111, foram usados no desenvolvimento do modelo.

Combinados, eles reduziram seu tamanho, peso, preço de compra e custos de manutenção. Ainda assim, o caça pode suportar até nove G’s, o que representa nove vezes a força da gravidade.

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A velocidade máxima, em altitude, chega a 2.175 km/h. O caça tem 14,8 metros de comprimento, 4,8 metros de altura e pesa 8.936 kg (sem combustível). O modelo F-16C comporta apenas um piloto. Já um F-16D, pode levar um ou dois.

O caça é armado com um canhão multibarril M-61A1 de 20 mm com 500 cartuchos e suas estações externas podem transportar até seis mísseis ar-ar, munições convencionais ar-ar e ar-superfície, além de equipamento de contramedidas eletrônicas.

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Apesar de já ter mais de 50 anos de serviços, a aeronave segue sendo produzida pelos EUA e deve continuar em operação até década de 2040. Ela ainda passa por constante aperfeiçoamentos. As atualizações reduzem a carga de trabalho do piloto, aprimoram a precisão das armas, aumentam a letalidade e melhoram as taxas de eficácia da missão projetada.