Primeiro tratamento de alergia ao amendoim do mundo será feito em bebês

Programa de tratamento para bebês alérgicos a amendoim está sendo introduzido em hospitais de toda a Austrália
amendoim
Imagem: New Africa/Shutterstock

Bebês com alergia ao amendoim na Austrália poderão receber um novo tratamento para desenvolver imunidade para a condição que é potencialmente fatal, no âmbito de um programa pioneiro mundialmente.

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Supervisionados por hospitais pediátricos selecionados, os bebês elegíveis receberão doses gradualmente crescentes de amendoim em pó todos os dias durante pelo menos dois anos, para reduzir a sensibilidade.

A imunoterapia oral está disponível em ensaios clínicos e em alguns centros especializados em alergias em todo o mundo, mas esta é a primeira vez que foi adotada como modelo nacional de tratamento para alergias ao amendoim.

Bebê recém-nascido é vulnerável e dependente dos pais
Tratamento só valerá para bebês de até 1 ano que sofrem de alergia ao amendoim – Imagem: Tursk Aleksandra / Shutterstock

Austrália vive luta contra as alergias

  • A Austrália é frequentemente apelidada de “capital mundial da alergia”, com uma em cada 10 crianças diagnosticadas com sensibilidades alimentares.
  • A alergia ao amendoim afeta cerca de 3% dos australianos aos 12 meses de idade.
  • Porém, ao contrário de outras alergias alimentares – poucas crianças a superam, tornando-a a alergia alimentar mais comum entre crianças em idade escolar.

“Esta pode ser a mudança de que todos queríamos para impedir esta alergia tão complicada”, disse o Ministro Adjunto da Saúde, Ged Kearney.

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Amendoim
Amendoim causa alergias em uma parcela grande pessoas e ainda carece de tratamento – Imagem: dinosmichail/Shutterstock

O programa gratuito está disponível apenas para crianças menores de 12 meses que já foram diagnosticadas com alergia a amendoim e estão recebendo atendimento em um dos dez hospitais participantes em todo o país.

O esquema posológico será calculado para cada criança, até atingirem uma “dose de manutenção” que permanecerão durante dois anos. Algumas crianças podem sentir efeitos secundários, incluindo uma reação alérgica, mas para a maioria das crianças nesta faixa etária estes são efeitos leves.

O objetivo é aumentar o limiar de tolerância e diminuir o risco – e a ansiedade – representado pela exposição ao amendoim, com resultados medidos por um teste de alergia alimentar no final do tratamento.

O Centro Nacional de Excelência em Alergia (NACE) avaliará a eficácia e a segurança do programa, na esperança de estendê-lo a mais hospitais e, potencialmente, a outras alergias alimentares. No entanto, os médicos sublinharam que as famílias não devem tentar a imunoterapia oral em casa sem supervisão.

Leandro Costa Criscuolo
Leandro Costa Criscuolo

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.

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