Este robô minúsculo pode ser o futuro dos tratamentos médicos

Estrutura do tamanho de um grão de arroz foi desenvolvida por cientistas da Universidade Tecnológica de Nanyang (Singapura)
Bob Furuya
Bob Furuya, editado por Rodrigo Mozelli 06/11/2024 01:45, atualizada em 04/12/2024 16:31
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Imagem: Divulgação/Universidade Tecnológica de Nanyang

Biotecnologia em pequena escala não é exatamente uma inovação no campo da Medicina. Nós, do Olhar Digital, já falamos mais de uma vez sobre esse assunto. Em junho, por exemplo, apresentamos o PillBot, um pequeno robô que vai tornar as endoscopias muito menos invasivas.

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Tecnologia pode revolucionar, inclusive, tratamentos de tumores e câncer (Imagem: Reprodução/Youtube/NTUsg)

A novidade da vez ainda não possui um nome comercial – está em fase de testes na Universidade Tecnológica de Nanyang (Singapura). A invenção, porém, tem potencial imenso para futuros tratamentos. Tanto os simples como também os complexos.

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É normal quando vamos ao médico que ele receite mais de um remédio para tratar uma gripe que seja. E cada um desses medicamentos deve ser tomado em um horário específico e em intervalos regulares. Não sei você, mas eu quase sempre esqueço e pulo alguma das doses…

O pequeno robô desenvolvido pelos cientistas de Singapura pode resolver esse problema. Isso porque ele é o primeiro do mundo capaz de carregar quatro substâncias diferentes ao mesmo tempo. E ele pode liberar cada uma delas em locais diferentes do nosso corpo, como aponta o New Atlas.

Como funciona esse robô?

  • De acordo com os cientistas, ele tem o tamanho de um grão de arroz e se locomove por meio de campos magnéticos;
  • O pequeno robô é macio e é feito de material que não é tóxico para o corpo humano;
  • Como você pôde ver nas imagens, a invenção é capaz de rolar, subir e se mexer dentro do nosso corpo;
  • E o principal diferencial é a capacidade de levar até quatro substâncias ao mesmo tempo;
  • Os robôs que existem atualmente costumam levar apenas um medicamento por vez;
  • O autor do estudo é o professor e pesquisador Lum Guo Zhan;
  • Ele trabalha com robôs de pequena escala há 11 anos e afirma que essa nova tecnologia tem o potencial de mudar a história dos procedimentos médicos invasivos;
  • “Métodos tradicionais de administração de medicamentos, como administração oral e injeções, parecerão comparativamente ineficientes quando comparados ao envio de um pequeno robô pelo corpo para administrar o medicamento exatamente onde ele é necessário”, disse o pesquisador;
  • O professor acrescenta que os robôs poderão permanecer no mesmo lugar do corpo por horas, liberando medicamentos ao longo do tempo;
  • Algo mais seguro e confortável do que deixar um cateter ou stent dentro do nosso corpo;
  • Você pode ler mais sobre o estudo na Advanced Materials.

Em que pé está a pesquisa – e os próximos passos

Vale destacar que o robô ainda não passou por testes clínicos. Ou seja, ainda não foi testado nem em humanos, nem em animais. No laboratório, porém, a invenção demonstrou que pode navegar por várias viscosidades e líquidos que imitam o ambiente que ele enfrentaria em um corpo humano.

Professor Lum Guo Zhan já se dedica há mais de 11 anos nessa área da Robótica (Imagem: Divulgação/Universidade Tecnológica de Nanyang)

O robô do tamanho de um grão de arroz foi capaz de navegar para quatro regiões diferentes, a velocidade entre 0,30 mm/s e 16,5 mm/s, para liberar um medicamento específico em cada ponto. A expectativa dos cientistas é avançar para os testes em animais em até dois anos. Já os procedimentos em humanos devem ocorrer em prazo de até cinco anos.

Em paralelo a isso, a equipe de pesquisa também está buscando desenvolver robôs macios ainda menores. A ideia é que eles fiquem tão pequenos que sejam capazes de cruzar algo chamado de barreira hematoencefálica.

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Essa barreira é uma estrutura que controla a passagem de substâncias entre o sangue e o sistema nervoso central. De acordo com os pesquisadores, isso representaria um avanço no tratamento de tumores e de alguns tipos de câncer.

Bob Furuya
Bob Furuya

Roberto (Bob) Furuya é formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e atua na área desde 2010. Passou pelas redações da Jovem Pan e da BandNews FM.

Rodrigo Mozelli
Rodrigo Mozelli

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.

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