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Cada mês quebra o recorde de calor do mês anterior. Isso ocorreu ao longo dos últimos 18 meses. E significa que o planeta Terra tem esquentado sem parar. Agora, dois estudos alertam que o mundo caminha para ultrapassar a meta do Acordo de Paris. Os artigos sobre eles saíram na revista Nature Climate Change na segunda-feira (10).
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Em 2015, quase todo os países do mundo concordaram em manter o aquecimento global abaixo dos 2ºC em comparação a quando humanos não queimavam combustíveis fósseis. Este é o Acordo de Paris, cuja meta é limitar o aquecimento a 1,5ºC. Mas os estudos em questão indicam que ela deve ficar no papel.
A publicação dos artigos ocorre após 2024 ter sido o primeiro ano no qual a média de aquecimento passou o 1,5ºC. E depois do renomado cientista climático James Hansen alertar, num paper, que o aquecimento global deve passar dos 2ºC nas próximas duas décadas.
Por que isso importa:
- Aquecimento acima de 1,5ºC: calor ficaria cada vez mais extremo e a adaptação a secas, inundações e incêndios ficaria mais difícil para humanos e ecossistemas, por exemplo;
- Aquecimento acima de 2ºC: colocaria milhões de vidas em risco e a aumentaria bastante a probabilidade de derretimento de calotas polares e morte de recifes de corais, por exemplo.
Cientistas investigam quão perto o mundo está de quebrar o Acordo de Paris
Os cientistas por trás dos artigos em questão investigaram se o mundo já está em seu primeiro período prolongado de aquecimento de 1,5ºC. A referência é o Acordo de Paris.

O estudo de Alex Cannon, cientista de pesquisa do Environment and Climate Change Canada, apontou que há chance de 60% a 80% de que o limite de Paris já tenha sido ultrapassado. Isso porque ao longo de 12 meses consecutivos a temperatura média do mundo ficou 1,5ºC acima.
- A conclusão do estudo: Se o mundo experimentar 18 meses consecutivos no limite de 1,5ºC ou acima, será “virtualmente certo” que o Acordo de Paris foi violado.
O outro artigo, liderado por Emanuele Bevacqua, cientista climático no Helmholtz Centre, na Alemanha, usou dados climáticos do mundo real e modelagem climática. Ao analisar tendências históricas de aquecimento, a pesquisa constata que o primeiro ano a ultrapassar um limite de temperatura ocorre no primeiro período de 20 anos no qual as temperaturas médias atingiram o mesmo limite.
- A conclusão do estudo: Se essas tendências continuarem, é quase certo que 2024 cairá dentro do primeiro período de 20 anos de aquecimento de 1,5ºC.

Ambos os artigos enfatizam que uma ação climática rápida e forte ainda pode reduzir a probabilidade de violar as metas do Acordo de Paris nos próximos anos e décadas.
Leia mais:
- Janeiro de 2025 foi o mês mais quente da história, diz observatório europeu
- Mudanças climáticas: o que são e quais suas causas e efeitos no planeta
- Entenda o que é ecoansiedade e qual relação com as mudanças climáticas
Porém…
Há quem considere essa batalha já perdida. O cientista climático James Hansen – um dos primeiros a alertar o mundo sobre as mudanças climáticas – disse, em 2024, que a meta de 1,5ºC estava morta.
Daniela Schmidt, professora de ciências da Terra na Universidade de Bristol, alertou contra a fixação nos 1,5ºC pelo “risco real de reduzir as ações, desmotivando todos nós [se for ultrapassado]”, segundo a CNN. A batalha pode ter sido perdido. Mas a guerra também?