Deu ruim? Meta prepara cortes profundos na divisão de metaverso

Empresa redireciona recursos para IA, enquanto projeto mais ambicioso de Mark Zuckerberg perde apoio de investidores
Leandro Costa Criscuolo
Leandro Costa Criscuolo, editado por Lucas Soares 05/12/2025 17:51, atualizada em 09/12/2025 12:48
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Imagem: Aleem Zahid Khan/Shutterstock - Imagem: Aleem Zahid Khan/Shutterstock

A Meta planeja realizar cortes significativos em sua divisão de metaverso, apenas alguns anos depois de ter mudado seu nome de Facebook para Meta, visando reforçar o compromisso com essa tecnologia.

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Segundo a Bloomberg, a área pode sofrer reduções orçamentárias de até 30% e enfrentar demissões já no início do próximo ano — embora nada esteja oficialmente confirmado.

Os possíveis cortes afetam diretamente o ambiente virtual Meta Horizon Worlds e o headset de realidade virtual Quest, produtos que estavam no centro da estratégia de longo prazo de Mark Zuckerberg.

Metaverso e as novas experiências digitais de comércio
Realidade virtual da Meta perde espaço para a corrida da inteligência artificial (Imagem: Thinkhubstudio/Shutterstock)

Metaverso perde brilho com público e investidores

  • Fontes internas disseram que as discussões fazem parte do planejamento orçamentário para 2026 e ocorreram em reuniões realizadas na propriedade de Zuckerberg, no Havaí.
  • A equipe responsável pelo metaverso teria sido instruída a aceitar reduções mais severas que o habitual, diante do desempenho abaixo das expectativas.
  • O entusiasmo inicial em torno do metaverso não se traduziu em apoio dos investidores, que veem a iniciativa como um uso pouco eficiente dos recursos da companhia.
  • Entre consumidores, a adesão também permanece limitada: headsets continuam vendendo, sobretudo para jogos, mas a proposta de passar horas em ambientes virtuais pouco atrativos não ganhou tração.

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O Metaverso, que foi lançado com entusiasmo, não alcançou resultados esperados sofrerá cortes – Créditos: LookerStudio/Shutterstock

IA assume o centro das prioridades

O relatório indica que Zuckerberg ainda acredita no potencial de longo prazo dos mundos virtuais, mas reconhece que sua adoção em massa está distante.

A divisão Reality Labs já acumula mais de US$ 70 bilhões em perdas desde 2021 — e o próprio CEO tem mencionado o metaverso cada vez menos em público.

Agora, a Meta deve priorizar investimentos em grandes modelos de IA, chatbots e novos dispositivos integrados a recursos de inteligência artificial, como os óculos inteligentes Ray-Ban Meta.

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Meta deverá realizar demissões em sua divisão responsável pelo Metaverso – Imagem: PJ McDonnell/Shutterstock
Leandro Costa Criscuolo
Leandro Costa Criscuolo

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.

Lucas Soares
Lucas Soares

Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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