Tumba com mais de mil anos e restos mortais é descoberta no Panamá

Tumba ainda continha objetos de ouro e cerâmica, o que indicava elevado status social da pessoa sepultada
Vitoria Lopes Gomez
Vitoria Lopes Gomez, editado por Bruno Capozzi 23/02/2026 12:31, atualizada em 23/02/2026 13:46
tuma no panamá
(Imagem: Ministério da Cultura do Panamá/Reprodução)

Arqueólogos anunciaram a descoberta de uma tumba com mais de mil anos no Panamá. O achado aconteceu no sítio arqueológico de El Caño, no distrito de Natá, a cerca de 200 quilômetros a sudoeste da Cidade do Panamá.

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O túmulo contém restos mortais humanos acompanhados por artefatos de ouro e cerâmica decorada.

Segundo a arqueóloga Julia Mayo, responsável pela pesquisa, o sepultamento data de um período entre os anos 800 e 1000 d.C. O corpo estava cercado por objetos que indicam elevado status social, incluindo duas pulseiras, dois brincos e um ornamento peitoral em ouro com representações de morcegos e crocodilos.

De acordo com Mayo, a presença dos adornos é um indicativo de hierarquia. “A pessoa que tinha o ouro era aquela com o status social mais elevado no grupo”, afirmou à AFP. A pesquisadora explicou ainda que o sítio arqueológico funcionou como área funerária por cerca de dois séculos.

peça de ouro encontrada em tumba no panamá
Peça de ouro encontrada na tumba revela elevado status social (Imagem: Ministério da Cultura do Panamá/Reprodução)

Outros achados no Panamá

El Caño é associado a sociedades que habitaram as províncias centrais do Panamá entre os séculos VIII e XI.

A região vem sendo investigada há cerca de 20 anos. Nesse tempo, cientistas já identificaram outros vestígios de culturas pré-hispânicas. Além do túmulo recém-descoberto, ao menos outras nove sepulturas com características semelhantes já foram encontradas no mesmo sítio.

Para o Ministério da Cultura do Panamá, a descoberta tem relevância significativa para a compreensão das sociedades que viveram no istmo da América Central antes da chegada dos europeus. Especialistas destacam que os rituais funerários e os objetos associados aos mortos sugerem que, para essas comunidades, a morte era vista como uma passagem para outra etapa da existência, na qual o status social continuava a ter importância.

Vitoria Lopes Gomez
Vitoria Lopes Gomez

Vitoria Lopes Gomez é jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e redatora do Olhar Digital.

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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