Explosão solar coloca rastro de radiação no caminho da missão Artemis 2

Satélites da NASA registraram uma erupção solar que fez a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) emitir alerta; entenda
Pedro Spadoni
Pedro Spadoni, editado por Layse Ventura 03/04/2026 09:15, atualizada em 03/04/2026 21:28

A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês) emitiu um alerta de tempestade geomagnética de nível moderado (G2) que se estende até sábado (04). 

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O fenômeno, provocado por uma erupção solar registrada por satélites da NASA, coincide com os dias iniciais da missão Artemis 2, que transporta quatro astronautas em direção à órbita da Lua.

A preocupação central das agências espaciais é a exposição da tripulação à radiação solar fora do escudo magnético que protege o nosso planeta. 

De acordo com o NOAA, ao viajarem para além dessa proteção natural, os astronautas entram numa região onde as tempestades solares podem gerar riscos diretos à saúde e à segurança operacional da nave.

Atividade solar intensa desafia trajetória da cápsula Orion rumo à Lua na Artemis 2

O gatilho para o alerta foi uma ejeção de massa coronal (EMC), “nuvem” de partículas carregadas lançada pelo Sol em direção à Terra após uma explosão de energia na superfície do astro. 

Esse fenômeno é uma consequência do ciclo solar de 11 anos, período no qual o campo magnético do Sol se inverte e aumenta a frequência de manchas e erupções. Atualmente, o astro-rei atravessa uma fase de maior atividade, o que torna esses eventos mais comuns.

As erupções solares são classificadas por magnitude, variando das pequenas classes A e B até a classe X, a mais severa e capaz de interferir em redes elétricas e sinais de navegação. 

Imagem do Sol
NOAA, da NASA, emitiu um alerta de tempestade geomagnética após satélites registrarem uma erupção solar – Imagem: NASA/SDO

O alerta atual de nível G2 indica intensidade moderada (escala vai até G5). Além dos riscos biológicos aos astronautas, tais tempestades podem causar interrupções em comunicações de rádio e gerar auroras boreais intensas.

Apesar do alerta climático espacial, a missão segue monitorada em tempo real para mitigar os efeitos da radiação provocada pelas tempestades em série. 

O NOAA reforça que, embora as erupções da classe X sejam raras em sucessão, a atividade magnética do Sol exige vigilância constante para proteger tanto a infraestrutura tecnológica na Terra quanto os exploradores que cruzam o vácuo espacial.

A missão Artemis 2

Lançada na última quarta-feira (1º), a missão Artemis II utiliza o foguete Space Launch System (SLS) para encerrar um hiato da NASA (mais de 50 anos sem viagens tripuladas à órbita lunar). 

O cronograma prevê uma jornada de dez dias. A estratégia de navegação adota uma trajetória em formato de “oito”, contornando o lado oculto da Lua. 

Para garantir a segurança e o retorno da tripulação, a NASA utiliza uma técnica chamada “trajetória de livre retorno”, na qual a própria gravidade lunar atua como um estilingue natural, puxando a nave de volta para casa sem a necessidade de manobras de propulsão complexas.

(Essa matéria usou informações da NASA.)

Quer saber mais sobre a jornada da NASA rumo à Lua? Confira nossa cobertura especial sobre a Artemis 2.

Pedro Spadoni
Pedro Spadoni

Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal.

Layse Ventura
Layse Ventura

Layse Ventura é editora de SEO no Olhar Digital e mestre pela UFSC.

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