Apple, Disney e outras gigantes temem proibição ao WeChat nos EUA

Companhias afirmam que decisão pode afetar negativamente seus negócios; linguagem ampla ainda dificulta entendimento da medida

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 13/08/2020 12h15
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Grandes empresas americanas mostraram sua preocupação com a decisão de Donald Trump de banir o aplicativo chinês WeChat dos Estados Unidos. Em uma ligação com a Casa Branca, Apple, Disney, Ford, Walmart e outras companhias detalharam os efeitos negativos que a medida pode ter em seus negócios.


A ordem executiva de proibição foi assinada na última quinta-feira (6) e bloqueia explicitamente “qualquer transação relacionada ao WeChat”. A medida está programada para entrar em vigor dentro de algumas semanas.

No entanto, as empresas afirmam que, por conta da linguagem ampla, há confusão sobre o alcance pretendido com a medida. A conversa das empresas com a Casa Branca, que aconteceu na terça-feira (11), teve, entre outras finalidades, obter mais clareza a esse respeito.

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Apple e outras grandes empresas dos EUA dizem que há confusão sobre o alcance pretendido com a medida. Foto: Pixabay

O WeChat é essencialmente um aplicativo de mensagens operado pela Tencent, mas, na China, é muito mais do que isso. No seu país de origem, ele é usado extensivamente para pagamentos, comércio eletrônico, marketing, notícias e muitas outras coisas.

Qualquer smartphone sem acesso a ele perderia espaço no maior mercado móvel do mundo, afetando profundamente a Apple, por exemplo. O impacto seria mais significante para a empresa do que a ausência dos serviços do Google para a Huawei.

O impacto também seria grande às empresas que não estão diretamente na indústria de smartphones. Não ser capaz de comercializar produtos ou receber transações por meio do WeChat prejudicaria de forma significativa as operações na China. Agora, após a reunião, as empresas esperam que o alcance da ordem executiva seja esclarecido e reduzido nas próximas semanas. Apenas depois disso que elas terão total noção do quanto serão afetadas.

Banimento do TikTok

Todo o imbróglio entre o WeChat e os Estados Unidos começou, na verdade, com o TikTok. Depois de afirmar diversas vezes que baniria o aplicativo de vídeos no país, o presidente Donald Trump finalmente cumpriu sua promessa na noite de 6 de agosto. A empresa tem até 45 dias para ser comprada por uma companhia americana para continuar seus funcionamento no país.

A medida, porém, vale também para o serviço de mensagens chinês WeChat. A ordem do executivo é que nenhuma empresa ou cidadão americano realize transações com os aplicativos passado o prazo de 45 dias. Baixá-los nas lojas do Google e da Apple, negociar publicidade com seus desenvolvedores e, sobretudo, comprar suas operações são exemplos de transação.

Via: The Verge

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