Astrônomos detectam oxigênio molecular em outra galáxia

Esta é apenas a terceira vez que esse tipo de detecção é feita fora do sistema solar e a primeira fora da Via Láctea

Guilherme Preta, editado por Cesar Schaeffer 19/02/2020 12h20
Markarian 231
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O oxigênio é o terceiro elemento mais abundante do Universo. Porém, pesquisas revelaram uma falta de moléculas do gás. Agora, pesquisadores encontraram oxigênio molecular em uma galáxia a mais de meio bilhão de anos-luz de distância da Terra. Essa é apenas a terceira vez que o oxigênio molecular é encontrado fora do Sistema Solar e a primeira fora da Via Láctea.


Cientistas acreditam que, no Espaço, o oxigênio está ligado ao hidrogênio, em forma de gelo de água, e se agarra a grãos de poeira. Porém, a nebulosa de Orion, um dos locais onde o oxigênio molecular foi encontrado anteriormente, é um viveiro estelar. Dessa forma, é possível que a radiação intensa de estrelas jovens, e consequentemente muito quentes, faça o processo de sublimação da água, liberando oxigênio. E foi pensando nisso que os astrônomos criaram sua teoria sobre a nova descoberta, na galáxia Markarian 231.

A formação é alimentada por um quasar, um núcleo extremamente luminoso com um buraco negro supermassivo ativo no centro. Acredita-se, inclusive, que a Markarian 231 possa ter dois buracos negros supermassivos ativos e girando em um ritmo alucinante em seu centro. Um núcleo galáctico ativo gera saídas moleculares, que produzem choques contínuos que podem liberar o oxigênio da água em nuvens moleculares.

Usando um radiotelescópio, a equipe encontrou a assinatura espectral do oxigênio correspondente à hipótese do choque. As medidas ainda revelaram que a abundância de oxigênio em relação ao hidrogênio era 100 vezes maior que a encontrada na nebulosa de Orion. Dessa forma, existe a possibilidade de a galáxia estar em uma versão mais intensa do mesmo processo de divisão de moléculas. Por Markarian 231 ser uma galáxia de explosão nuclear, o que gera uma furiosa formação estelar, pode realmente ser o caso.

Por outro lado, esses resultados podem significar que mais observações são necessárias para confirmar se os astrônomos estão realmente corretos na interpretação dos resultados. Se eles estiverem corretos, “essa primeira detecção de oxigênio molecular extra galáctico fornece uma ferramenta ideal para estudar as saídas moleculares ativas criadas por núcleos galácticos em escalas de tempo milhões de anos”, escreveram os pesquisadores.

Via: Science Alert

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