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Segundo um novo estudo liderado por cientistas da Nasa, o ambiente habitável de nosso planeta pode ser resultado da presença da Lua. Bilhões de anos atrás, ela pode ter funcionado como um escudo eletromagnético, protegendo a nossa atmosfera de violentas erupções de radiação e plasma emitidas por um Sol ainda jovem.
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De acordo com a principal teoria em vigor, a Lua se formou há 4,5 bilhões de anos, quando uma “proto-Terra” colidiu com um outro planeta do tamanho de Marte, chamado Theia. Eventualmente, destroços da colisão teriam se aglutinado no espaço, até formar a Lua.
O calor resultante da formação da Lua teria permitido que ela mantivesse um núcleo de ferro líquido, embora não por muito tempo devido ao seu tamanho. E assim como na Terra, a movimentação desse material teria dado ao nosso satélite um campo magnético parecido com o nosso.
Os cientistas criaram modelos de computador para estudar o comportamento deste campo magnético e chegaram à conclusão que, cerca de 4 bilhões de anos atrás, ele estava conectado ao campo magnético da Terra através dos polos magnéticos.

Ilustração demonstrando a interação entre os campos magnéticos da Terra e da Lua. Foto: Nasa
A magnetosfera da Lua teria servido como uma barreira para evitar que a radiação solar atingisse nosso planeta. E mais importante, teria impedido que partículas de alta energia do vento solar penetrassem o campo magnético conjunto, algo que poderia ao longo do tempo “arrancar” nossa atmosfera.
Dividindo mais que o campo magnético
Além dos campos magnéticos conectados, os cálculos mostram que também houve troca atmosférica entre a Terra e a Lua. A descoberta de nitrogênio em rochas lunares trazidas pelas missões Apollo intrigava os cientistas, e o novo modelo sugere que a radiação ultravioleta extrema de nosso Sol pode ter arrancado elétrons de partículas neutras no topo de nossa atmosfera, tornando-as carregadas e possibilitando que elas viajassem pelas linhas dos campos magnéticos até a Lua.
Os cientistas calculam que esse campo magnético compartilhado entre a Terra e a Lua pode ter perdurado de 4,1 a 3,5 bilhões de anos atrás.
“Entender a história do campo magnético da Lua nos ajuda a entender não só possíveis atmosferas primitivas, mas como o interior lunar evoluiu”, diz David Draper, vice-cientista chefe da Nasa e co-autor do estudo. “Isso nos conta como teria sido a composição do núcleo da Lua – provavelmente uma combinação de metal líquido e sólido em algum ponto de sua história – e é uma peça importante do quebra-cabeça que explica como a Lua funciona por dentro”.
Fonte: Nasa