Ciência e Espaço

Lançamento Long March

Projeto chinês de GPS lança penúltimo satélite ao espaço com sucesso

Victor Pinheiro, editado por Fabiana Rolfini 13/03/2020 16h09
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Último lançamento deve ocorrer em maio

O governo chinês anunciou, nesta segunda-feira (9), o sucesso do lançamento do penúltimo satélite da frota de espaçonaves do seu novo sistema de posicionamento, o Beidou. O dispositivo foi transportado por um foguete Long March 3B, que decolou da base de lançamento de Xinchang, no Sudoeste da China, às 7:55 da manhã, no horário local. 


O país trabalha no programa desde a década de 90, com o objetivo de reduzir a dependência tecnológica relacionada ao GPS, serviço controlado pelos Estados Unidos. Em sua terceira geração, o sistema deve contar com o funcionamento de 35 satélites.

A expectativa é que o serviço atenda diversos setores, incluindo segmentos comerciais e governamentais, como de segurança pública, transporte, pesca, energia e construção. No entanto, segundo o Space, o BeiDou também pode ser usado para fins militares do exército chinês. De acordo com China Aerospace Science e Technology, responsável pelo Beidou, o último lançamento do programa ocorrerá em maio deste ano.

Reprodução

Desde 2000, o projeto já lançou 54 satélites ao espaço e consumiu mais de US$ 9 bilhões (R$ 43 milhões em conversão direta). Porém, conforme os avanços, alguns dispositivos são desativados. Atualmente, 10 satélites do Beidou fornecem serviços limitados a China e nações vizinhas. Quando a nova geração estiver completa, a constelação deve oferecer dados globais de posicionamento com precisão de até um metro, frente a precisão de três a cinco metros do GPS. 

Vale lembrar que, além do sistema norte-americano, existem apenas outros dois serviços de posicionamento: o GLONASS, da Rússia, e a rede europeia Galileu. 

O Beidou ainda deve encarar desafios comerciais para se expandir globalmente. A tecnologia chinesa precisa convencer a indústria a adotá-la e pode encontrar entraves devido a guerra comercial e tecnológica com o Estados Unidos. No entanto, os chineses já receberam sinais positivos de empresas globais importantes como a coreana Samsung e a fabricante de processadores Qualcomm.

Fonte: Space.com

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