Rover Curiosity completa oito anos em Marte

Criado para funcionar por apenas dois anos, robô superou as expectativas e nos ajudou a compreender melhor o passado do planeta, além de encontrar alguns mistérios do presente

Rafael Rigues 05/08/2020 12h08
Nasa Rover Curiosity
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Nas últimas semanas todas as atenções estiveram focadas no Perseverance, novo rover da Nasa que está a caminho de Marte. Mas seu irmão mais velho, o Curiosity, completou nesta quarta-feira (5) oito anos de exploração do planeta vermelho.


Sua missão originalmente estava programada para durar 1 ano marciano, poucou menos de dois anos terrestres, e sua longevidade superou as expectativas. Durante sua estadia o Curiosity perfurou 27 amostras de rochas, coletou seis amostras de solo e percorreu mais de 23 quilômetros, segundo a Nasa.

Ele também detectou "nuvens" de metano na superfície do planeta, substância que na Terra geralmente tem origem orgânica e cuja origem intrigou os cientistas. Fotógrafo exímio, o robô fez a maior foto panorâmica da paisagem marciana até hoje, fotografou a Terra e Vênus nos céus do planeta e tirou uma selfie antes de escalar um monte.

Reprodução

Imagem panorâmica de Marte capturada pela Curiosity. Foto: Nasa

Mais importante, o rover descobriu que a Gale Crater, cratera de 154 quilômetros de largura onde pousou, tinha abrigado um sistema de lagos e riachos no passado. Observações adicionais sugeriram que esse ambiente foi habitável por longos períodos, talvez centenas de milhões de anos de cada vez.

Duro na queda

Resistente, o Curiosity sobreviveu aos rigores do clima marciano e a várias panes. Uma das mais recentes, em janeiro deste ano, o deixou "desorientado". O veículo armazena na memória a posição de todas as partes do seu corpo, direção de seus instrumentos e detalhes da paisagem local. Esses dados ajudam o rover a saber exatamente onde está em Marte e como se mover com segurança. Sem isso, ele trava. O robô voltou a funcionar dois dias depois.

A vida útil do Curiosity é limitada apenas pela durabilidade de sua fonte de energia, um gerador termoelétrico chamado RTG, que funciona à base de plutônio. Salvo por uma falha mecânica mais séria, o rover deve continuar explorando o planeta por ao menos mais seis anos, até 2026. Mal podemos esperar para saber o que mais ele poderá descobrir.

Fonte: Space.com

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