SpaceX se torna a maior operadora comercial de satélites do mundo

Com o terceiro lançamento bem-sucedido dos satélites Starlink, a empresa possui 182 satélites no espaço

Luiz Nogueira, editado por Matheus Luque 08/01/2020 10h29
Satélites Starlink
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Na terça-feira (7), um tuíte da SpaceX confirmou que a empresa lançou de forma bem-sucedida 60 novos satélites Starlink. Isso significa que, a partir de agora, a companhia liderada por Elon Musk é quem opera mais satélites comerciais no mundo, superando a então líder Planet Labs, e sua frota de 150 satélites de pesquisa.


Entretanto, a empresa ainda precisa mostrar que consegue gerenciar de forma eficiente a constelação de satélites que tem como objetivo levar internet banda larga para o mundo todo, principalmente para locais não alcançados por antenas convencionais.

O envio desses satélites foi realizado por um foguete Falcon 9, que foi lançado da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida, na segunda-feira (6). Esse é o terceiro envio de satélites feito pela empresa – os dois anteriores ocorreram em maio e novembro do ano passado.

O próximo passo da SpaceX é garantir que todos estejam funcionando de maneira correta. Depois que a análise for realizada, os satélites vão acionar seus propulsores de íons para chegar ao lugar onde devem ficar – cerca de 550 quilômetros acima da superfície da Terra – esse processo vai levar de um a quatro meses para ser concluído.

Com esse lançamento, o total de satélites Starlink em órbita subiu para 182. Entretanto, o número real pode ser algo próximo de 172, de acordo a SpaceNews: "Não está claro se todos os 182 satélites Starlink farão parte da constelação que a SpaceX espera começar a operar ainda este ano. Cerca de dez satélites do primeiro lançamento da empresa nunca atingiram sua órbita operacional, de acordo com um relatório divulgado recentemente".

Em julho, a SpaceX disse que apenas três satélites haviam falhado em sua missão, e que outros dois foram desorbitados intencionalmente. Não houve resposta da empresa em relação às alegações da SpaceNews.

A ideia da SpaceX é criar uma constelação com 42 mil satélites individuais. Até o fim de 2020, a empresa espera enviar 1.440 novos mini-satélites ao espaço. Esse plano exigiria pelo menos dois lançamentos por mês, o que se torna possível já que a companhia consegue usar o espaço extra de carga dos lançamentos comerciais programados para envio dos satélites.

Riscos operacionais

Os lançamentos de satélites Starlink provocam certa controvérsia entre os astrônomos. A principal reclamação é que os dispositivos estão interferindo em observações astronômicas. Para provar isso, um grupo de estudiosos de um observatório chileno compartilhou uma foto em que os satélites são vistos passando:

Reprodução

Para defender seu programa, a SpaceX alegou que o efeito é apenas temporário, e que os satélites não serão mais vistos quando atingirem a órbita pretendida. Considerando o tempo para que cada lançamento atinja o local correto e a estimativa de dois lançamentos por mês, pode ser que os astrônomos vejam muitos dos satélites em suas observações ao longo do ano.

Outra preocupação a ser considerada é o acúmulo de lixo espacial. O tempo útil de vida desses satélites é de 25 anos. Após esse período, eles vão cair naturalmente na atmosfera. Esses detritos podem gerar colisões e acidentes com outros satélites presentes no mesmo espaço – atualmente, estima-se que há cinco mil satélites em órbita.

Via: Gizmodo

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