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Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), em parceria com o Hospital de Amor de Barretos, criou um sensor eletroquímico descartável e barato para detecção de câncer de cabeça e pescoço. O equipamento é uma alternativa mais acessível ao método tradicional de constatação da doença, e, se adaptado, pode ajudar no diagnóstico de pacientes com Covid-19.
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O aparelho se baseia na detecção do microRNA miR-203, um tipo de biomarcador que pode indicar a presença de tumores no organismo. Para desenvolver a tecnologia, os pesquisadores analisaram amostras de linfonodos de 18 voluntários. Desses, alguns tinham câncer, e outros, não.
Ao medir a presença do biomarcador nas amostras, o sensor foi capaz de identificar que a quantidade da molécula era diferente entre os pacientes saudáveis e os que possuíam a doença. O próximo passo foi comparar os dados obtidos com os resultados do teste padrão, chamado RT-PCR. A comparação comprovou a eficácia do dispositivo na constatação dos indivíduos doentes.
O professor Ronaldo Censi Faria, do Departamento de Química da UFSCar, explicou ao Olhar Digital que este novo método de diagnóstico é “muito mais rápido, simples e barato que o tradicional”. Isso porque o exame RT-PCR utiliza equipamentos maiores e de difícil acesso, enquanto o sensor eletroquímico é confeccionado com materiais simples. “A ideia é proporcionar uma abrangência maior e, assim, facilitar o processo”, explica o professor.

Diagnóstico da Covid-19
Durante o desenvolvimento do aparelho, os pesquisadores escolheram trabalhar com a aplicação específica para o câncer de cabeça e pescoço. De acordo com Censi, porém, bastam adaptações simples para que o dispositivo possa ampliar as possibilidades de diagnóstico.
“O sensor permite a detecção de microRNAs de forma geral, e pode identificar qualquer doença que tenha esse tipo de biomarcador como alvo”, afirma o professor. “Nós estamos, inclusive, trabalhando numa variação para a detecção do RNA do vírus Sars-Cov-2, causador da Covid-19″.
Os resultados devem começar a aparecer já nas próximas semanas. Com o aumento no número de casos da doença em São Carlos, os pesquisadores devem ter acesso a mais amostras de sangue infectado pelo novo coronavírus. Isso vai ajudá-los a desenvolver as adaptações necessárias para o sensor.
Assim que concluída a adaptação, a próxima etapa será buscar empresas interessadas na inovação. “Queremos criar um produto final que possa ser aprovado o quanto antes pela Anvisa“, afirma Censi. Para isso, será necessário demonstrar a viabilidade do dispositivo para a detecção do material genético do vírus, o que deve acontecer em breve. “Após a aprovação, o produto pode ser disponibilizado no mercado”, conclui o professor.