Covid-19: aliança para universalização de vacina conta com 156 países

Mas Brasil, Estados Unidos, China e Rússia ainda estão de fora

Nina Gattis, editado por Daniel Junqueira 21/09/2020 20h17
Vacina Covid-19
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Nesta segunda-feira (21), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que 156 países aderiram à Covax, aliança internacional que tem como objetivo acelerar o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, bem como universalizar o acesso aos imunizantes que se provarem eficazes contra a doença.


"Quase 80% dos países e economias estão trabalhando com a Covax de alguma forma. É uma grande proporção. Esse grupo representa quase 70% da população mundial", disse Bruce Aylward, assessor sênior da OMS.

A organização já comemora a grande aderência à aliança. Além dos 156 países envolvidos, outros 38, de acordo com Aylward, manifestaram interesse publicamente em ingressar na Covax. Um deles é o Brasil, que na semana passada pediu mais tempo para avaliar sua entrada no grupo.

Para o Brasil, antes é necessário ter "mais informações sobre as condições para a aprovação regulatória, instrumento jurídico aplicável, vacinas em desenvolvimento, suas características de armazenamento e transporte logístico". "Essas definições são especialmente importantes em um país como o Brasil, de dimensões continentais", informou a Secretaria de Comunicação em comunicado.

Reprodução

Tedros Adhanom Ghebreyesus cobrou colaboração financeira dos países do mundo todo para investimento no desenvolvimento de vacinas eficazes. Imagem: Valentin Flauraud/EPA

Na mesma coletiva de imprensa que anunciou a lista de 156 países, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, aproveitou para cobrar mais colaboração por parte dos aderidos e dos governos como um todo.

"A Covax é o mecanismo que garantirá uma coalizão global. Uma vacina ajudará a controlar a pandemia, a salvar vidas e a garantir uma verdadeira retomada econômica", afirmou Adhanom. "Isso não é caridade, é uma ação que representa o melhor interesse para todos os países. Nós precisamos de um fortalecimento expressivo do compromisso político e financeiro dos países. Não é apenas uma coisa certa a ser feita, é a opção mais inteligente a ser tomada", completou.

Apesar de disputarem - além de uma guerra comercial - uma corrida pela vacina, Estados Unidos e China não ingressaram na Covax. A Rússia, que reivindica a vacina Sputnik V como a primeira eficaz e segura do mundo, também não está na aliança.

Via: O Globo


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