Covid-19: Microsoft usa data center subaquático na busca por vacina

Sistema experimental tem a vantagem de ser mais facilmente resfriado do que data centers comuns

Vinicius Szafran, editado por Daniel Junqueira 17/06/2020 16h15
Data center subaquático Microsoft
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Para entender como o novo coronavírus se liga às células humanas, é essencial modelar proteínas. Este processo, também chamado de dobramento, recebe um grande impulso dos esforços de computação distribuída, como o programa global Folding@home, que emprega até mesmo computadores de uso comum para lidar com grandes problemas.


Por isso, a Microsoft está testando data centers pré-embalados, do tamanho de contêineres, que podem ser feitos sob demanda e operados debaixo do oceano, para contribuir com esses esforços em larga escala. Um desses data centers começou a ser usado na Escócia, a fim de modelar proteínas virais.

O chamado "Natick" não é um projeto novo para a Microsoft, que opera um data center dentro do mar há dois anos. Mas a mudança de foco para a Covid-19 representa uma nova etapa e é obviamente uma resposta à necessidade de mais avanços sobre nosso entendimento do vírus e das terapias potenciais que poderiam ser usadas para tratar ou prevenir a contaminação.

Reprodução

Servidores de um data center. Imagem: Wikimedia

Por dentro do data center subaquático

Dentro do data center tubular submerso existem 864 servidores, fornecendo um poder de computação significativo. A ideia de um data center submerso dentro de um tubo é proporcionar mais eficiência em termos de temperatura de operação.

O gerenciamento térmico e de resfriamento é essencial para qualquer equipamento de processamento de alta capacidade, porque toda essa energia computacional gera uma enorme quantidade de calor. É por isso que vemos equipamentos de refrigeração mais desenvolvidos em computadores feitos para rodar jogos em alto desempenho,  o que é duplamente essencial quando se trata de um data center.

Estando submerso, o ambiente fornece um resfriamento natural que permite aos processadores funcionarem consistentemente em velocidades mais altas, sem a necessidade de usar mais energia para acionar ventiladores ou sistemas de resfriamento líquido mais elaborados.

Se o projeto da Microsoft funcionar como o esperado, futuras propostas de computação distribuída poderão se beneficiar imensamente da implantação sob demanda de vários dos data centers subaquáticos, distribuídos em diversas partes do oceano.

Via: TechCrunch


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