YouTube exclui vídeo de fundação do Itamaraty que contraria o uso de máscaras

Parte de um seminário virtual, o conteúdo vai contra a orientação da OMS sobre o uso de máscaras para prevenção da Covid-19; vídeo foi avaliado como passível de 'causar danos físicos graves ou morte'

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 14/10/2020 10h09
Pessoas com máscara
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O YouTube removeu um vídeo da Fundação Alexandre de Gusmão (Funag), órgão ligado ao Ministério das Relações Exteriores, conhecido por Itamaraty, por ser passível "de causar danos físicos graves ou morte".


Intitulado "A nocividade do uso de máscaras", o vídeo faz parte de uma série de seminários denominada "A conjuntura internacional no pós-coronavírus" e que questiona evidências cientificas relacionadas à pandemia da Covid-19.

ReproduçãoAo contrário do que foi dito no vídeo, as máscaras são, atualmente, um dos principais métodos de prevenir a Covid-19. Foto: Foto: YouTube/Funag

O vídeo foi exibido no dia 3 de setembro e o palestrante Carlos Ferraz, da Secretaria Nacional da Juventude do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, afirma, sem apresentar evidências científicas, que as máscaras fazem mal à saúde das pessoas saudáveis.

Após a transmissão, a Funag corta os vídeos e os coloca separadamente no canal. Foi uma destas fragmentações, intitulada "A nocividade do uso de máscaras", que foi removida pela plataforma.

Ferraz, que também é professor na Universidade Federal de Pelotas, declara que "a máscara não só é inócua no combate à pandemia, mas é também nociva, causa problemas de saúde".

A informação, além de não possuir qualquer fundamento científico, vai contra a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), sobre o uso das máscaras ser fundamental para auxiliar o combate ao coronavírus. Isso porque o acessório reduz a quantidade de partículas virais expelidas, ajudando a conter a disseminação da doença.

Políticas do YouTube

A plataforma informou, por meio de uma nota, que "tem políticas claras sobre o tipo de conteúdo que pode estar na plataforma e não permite vídeos que incentivam atividades que possam causar danos físicos graves ou morte".

Entre essas ações nocivas, estão os desafios perigosos, instruções de como matar ou ferir, promover curas ou remédios perigosos e muitas outras. Qualquer conteúdo, seja vídeo ou comentário, que violem essa política são removidos e o autor é notificado. Após três notificações, o responsável é excluído do YouTube.

ReproduçãoDemais vídeos do seminário permanecem na plataforma. Foto: Reprodução/YouTube

A plataforma ainda destaca que qualquer proprietário de conteúdo removido possui 30 dias para contestar a decisão. Além disso, "qualquer usuário que acredite ter encontrado um conteúdo em desacordo com nossas regras pode fazer uma denúncia".

Outros vídeos do seminário continuam no ar. Em alguns deles, os convidados criticam a OMS, a China, e afirmam que a pandemia é utilizada para controle político. Em uma das fragmentações, o mesmo Carlos Ferraz ainda critica o isolamento social, outra medida considerada fundamental para o combate ao coronavírus.

Via: Uol


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