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Facebook processa empresa por espalhar malwares aos usuários

Henrique Freitas, editado por Maria Lutfi 06/12/2019 18h50
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Companhia chinesa escondeu links falsos na rede social para acessar contas de usuários e publicar anúncios em seus nomes

O Facebook entrou com uma ação contra uma empresa chinesa e dois cidadãos chineses na quinta-feira (5). A gigante das redes sociais acusa a ILikeAd Media International Company, empresa de Hong Kong fundada em 2016, – além de Chen Xiao Cong e Huang Tao, os homens por trás da companhia, – de abusar da plataforma de anúncios para executar uma campanha de malware.


De acordo com a denúncia, ao instalarem o malware, as vítimas da campanha tinham suas contas do Facebook comprometidas. O arquivo malicioso usaria o acesso dessas contas para colocar novos anúncios, em nome dos usuários infectados. Às vezes, a ILikeAd utilizava imagens de celebridades em seus anúncios para atrair outros usuários, em prática que o Facebook chama de "isca de celebridade".

Além disso, o ILikeAd também usou uma técnica chamada cloaking. Como uma camuflagem, essa técnica oculta a URL do destino real de um anúncio. Os anunciantes envolvidos no cloaking veiculam uma versão da URL para o Facebook, mas redirecionam os usuários para outra página da web, geralmente hospedando conteúdo malicioso.

"Os esquemas de camuflagem geralmente são sofisticados e bem organizados, dificultando a identificação e a responsabilização dos indivíduos e organizações por trás deles. Como resultado, não houve muitas ações legais desse tipo", afirmou a equipe jurídica do Facebook nesta quinta-feira (5).

Reembolso às vítimas

A gigante de mídias sociais informou que reembolsou as vítimas cujas contas foram usadas para exibir anúncios não autorizados em nome da ILikeAd. O Facebook também afirma ter ajudado esses usuários a protegerem suas contas, uma vez que elas também foram comprometidas no esquema.

Este é o segundo processo que o Facebook abre contra um anunciante desonesto este ano. Em agosto, a empresa abriu processo contra o LionMobi e o JediMobi, duas desenvolvedoras chinesas de aplicativos Android. A rede social alegou que ambas executaram um esquema de "fraude de injeção de cliques" nos anúncios do Facebook, usando cliques falsos para aumentar as receitas.

Fonte: ZDNet

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