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No final de 2016, autoridades federais dos Estados Unidos (EUA) fizeram um apelo ao Google, à Apple e à Microsoft em consequência a um acidente fatal entre um caminhão e um trem de passageiros na Califórnia: adicionar informações sobre cruzamentos de ferrovias em seus aplicativos de mapa e navegação. Quase três anos depois, nenhuma dessas empresas acatou ao pedido, revelou reportagem do portal Politico.
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A indiferença das empresas de tecnologia provedoras de recursos de navegação é uma frustração para os defensores da segurança de trânsito norte-americanos. Ao mesmo tempo em que muitas pessoas morrem todos os anos em acidentes em cruzamentos ferroviários do país, motoristas dependem cada vez mais dos aplicativos de mapa e GPS dos seus dispositivos móveis para realizar seus trajetos. Por isso, passagens entre ferrovias e estradas seriam mais seguras se condutores pudessem antecipar a localização delas em mapas digitais.
O acidente que motivou a recomendação de autoridades nos EUA ocorreu em 24 de fevereiro de 2015, quando um trem se chocou contra um caminhão na cidade de Oxnard, na Califórnia. Com a batida, o trem descarrilou (perdeu a guia do trilho), o que causou a morte de um passageiro e feriu outros 32.
O Conselho Nacional de Segurança do Transportes dos EUA (NTSB, na sigla em inglês) investigou o caso e determinou que o motorista do caminhão entrou na passagem da ferrovia devido à “exaustão aguda e falta de familiaridade com a área”.
Para evitar outros acidentes como esse, o NTSB emitiu uma recomendação de segurança para as grandes empresas de tecnologia, e provedores de mapas e GPS no geral, as orientando a “incorporar dados geográficos relacionados a passagens de nível em seus aplicativos de navegação para fornecer dicas de segurança adicionais e reduzir a probabilidade de batidas em ou perto de cruzamento ferroviário público ou privado”.
Desde então, no entanto, quase nenhuma das empresas colocou em prática a orientação. Porta-vozes da Apple, do Google e da Microsoft não responderam a um pedido de posicionamento do The Verge.
Em uma nota de 2017 sobre o assunto, o Google disse que se preocupava que a inclusão de dados ferroviários pudesse sobrecarregar os usuários do seu aplicativo de mapas com muita informação. “Nossas equipes de produto consideram cuidadosamente novos recursos de segurança [em conjunto] com o contexto da experiência do produto para evitar avaliar isoladamente recursos individuais que podem levar à superlotação [de informações] e criar uma experiência abaixo do ideal”, escreveu a empresa na época.
Via: The Verge