'Microsoft não fará coisas hostis com dados', diz Gates sobre TikTok

Empresa entrou com pedido de compra do aplicativo nos Estados Unidos; rede social está no centro de polêmica sobre segurança de informações dos usuários

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 06/08/2020 11h02
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Apesar de, como ele mesmo diz, não ser o público-alvo do TikTok, Bill Gates decidiu falar sobre a possível compra da rede social pela Microsoft. O empresário afirmou estar confuso com todo o imbróglio que aconteceu no último fim de semana entre Donald Trump, a Microsoft e a ByteDance em torno da aquisição, mas assegurou que sua empresa não deve fazer nada de errado com os dados dos usuários.


“A Microsoft é muito cuidadosa com os dados. Não faremos coisas hostis ou vistas como hostis”, garantiu. Além disso, ao ser questionado sobre o que pensava sobre a possibilidade de o TikTok entrar para a “família Microsoft”, destacou que a inovação do aplicativo é algo a se elogiar. “É bom que o TikTok tenha criado alguma concorrência por meio da inovação. Não me parece que impedir que a inovação esteja disponível faz muito sentido quando você quer coisas novas por aí”, afirmou.

ReproduçãoEstados Unidos atualmente vivem guerra contra TikTok. Foto: Reprodução

Desde março, Bill Gates se afastou ainda mais da Microsoft, apesar de ser um dos maiores acionistas da empresa. Ele decidiu deixar o conselho de diretores para se dedicar à Bill & Melinda Gates Foundation, fundação filantrópica que criou junto com sua esposa. De qualquer forma, afirmou que, caso os mandatários da empresa desejarem, poderá dar alguns conselhos, mesmo que não esteja “no centro da decisão que está sendo tomada”.

Entenda a polêmica Estados Unidos x TikTok

Desde que chegou ao ocidente, o TikTok se tornou um sucesso absoluto, com mais de dois bilhões de downloads. Porém, a ByteDance, desenvolvedora da rede social, é uma empresa chinesa, o que levantou uma série de contestações sobre a segurança dos dados dos usuários. Isso porque, segundo o governo americano, a China pode ter acesso a essas informações e usar isso a seu favor.

Por conta disso, o presidente Donald Trump anunciou na última semana que o aplicativo será banido dos Estados Unidos, a menos que alguma empresa americana o compre (e é aqui que a Microsoft entra na história). O país, porém, não foi o primeiro a fazer isso. A Índia anunciou o banimento do TikTok (e muitos outros aplicativos de origem chinesa) no país.

Até mesmo o grupo Anonymous, famosa rede de hackers, entrou no conflito. Em uma publicação no Twitter, o grupo falou para as pessoas deletarem o aplicativo. “É um malware operado pelo governo chinês que está conduzindo uma ação massiva de espionagem”, afirmou.

Com o prazo dado pelos Estados Unidos, a solução dessa história pode acontecer nos próximos 45 dias. Até lá, porém, muita coisa pode rolar.

Via: Geek Wire

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