Anatel propõe formas de otimizar espectro 5G no Brasil

Mudanças são principalmente de regulamentações; uso de novas faixas também está em pauta

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 09/09/2020 12h38
5G
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Apesar de o 5G já estar em uso em alguns países, o Brasil ainda está dando seus primeiros passos rumo à tecnologia. Para otimizá-la, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está propondo mudanças regulatórias no uso do espectro. Vinicius Caram, Superintendente de Recursos à Prestação da agência, apresentou as propostas no Painel Telebrasil, na terça-feira (8).


Uma das possibilidades levantadas por Caram foi o uso do White Space, o espectro ocioso. “Foi apresentada uma proposta de regulamentação que permite seu uso de forma dinâmica, na faixa de UHF”, afirmou. “A proposta prevê que os requisitos de operação sejam precedidos de aspectos técnicos, a partir de base de dados. A consulta pública 44, que tratou do assunto, está em processo de sistematização das contribuições recebidas”, acrescentou.

A adoção do Intelligent Transportation System (ITS) é uma das mudanças previstas para permitir o uso de novas tecnologias de comunicação a partir do 5G. Caram destacou que o leilão do 5G terá faixas que permitem o uso de sistemas de comunicação de veículos e sistemas de radar veicular em aplicações fixas.

ReproduçãoEnquanto 5G já está em uso no mundo, Brasil apenas dá os primeiros passos. Foto: Shutterstock

Outras soluções

Outra possibilidade levantada no evento é o uso de novas faixas. A ideia foi levantada por empresas da érea, como a Tim, a Ericsson e a Qualcomm. Marco di Constanzo, diretor de Engenharia da Tim Brasil alertou que, para uma aplicação plena do 5G, é importante não limitar uma única banda. “Isso é essencial para garantir a plenitude do potencial da tecnologia. É preciso garantir uma pluralidade de bancas de espectro”, ressaltou.

Já Paulo Bernardocki, diretor de Soluções e Tecnologia da Ericsson, afirmou que o crescimento de tráfego em 5G é substancial. “Com a chegada do 5G ano que vem, teremos uma quantidade de espectro boa na faixa de 3,5 GHz, em ondas milimétricas, esse espectro vai ser capaz de escoar todo o tráfego de 5G daqui a dois anos”, afirmou. Por fim, afirmou que a liberação da faixe de 6 GHz é uma vantagem, “especialmente em áreas urbanas”.

O último tema presente no Painel Telebrasil 2020 foi a utilização da faixa de 1.200 MHz para o uso conjunto de Wi-Fi 6E e do 5G. Segundo Giuseppe Marrara, diretor de Relações Governamentais da Cisco, isso se deve pelo aumento do uso do Wi-Fi durante a pandemia. “Isso nos obriga a olhar para frente para pensarmos no espectro de 1.200 MHz. É bom termos em mente o uso de espectro para serviços de Wi-Fi 6E e do 5G juntos”, afirmou.

O leilão do 5G está previsto para o primeiro trimestre de 2021. No entanto, algumas operadoras já disponibilizam a tecnologia por meio do 5G DSS.

Via: Teletime

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