Claro diz que não vai cobrar a mais por uso da rede 5G

Basta que o usuário tenha um dispositivo compatível com a rede fornecida; preço do plano do usuário será mantido, segundo a empresa

Luiz Nogueira, editado por Cesar Schaeffer 08/07/2020 16h05
5G
A A A

Nesta quarta-feira (8), a Claro mostrou ao público a velocidade que a conexão 5G DSS pode atingir. Em testes com jogos online e transmissão de conteúdo, a empresa fez com que fosse perceptível o upgrade – mesmo ainda não se tratando da rede de quinta geração implementada no mundo.


No entanto, a utilização de um serviço que pode atingir até 416,6 Mbps de velocidade pode despertar a ideia de que a operadora poderia cobrar algum valor a mais para ter acesso à conexão. Felizmente, de acordo com a Claro, todos os usuários que possuírem um smartphone compatível com a tecnologia 5G DSS podem aproveitar a novidade sem qualquer custo adicional.

Obviamente, como era de se esperar, a única exigência é possuir um chip da operadora habilitado e estar em um local com cobertura da nova tecnologia. Porém, por enquanto, o único aparelho lançado oficialmente por aqui, e que tem suporte à tecnologia, é o Motorola Edge.

De qualquer forma, isso não impede que dispositivos trazidos de fora do país possam usufruir da velocidade – que é 12 vezes maior do que as oferecidas pelas redes 4G disponíveis atualmente.

Para quem ainda não possui o aparelho compatível com a tecnologia, mas planeja adquiri-lo, a Claro recomenda o plano Pós de 50 GB, com valor mensal de R$ 295,89. O usuário que assiná-lo tem direito a comprar o Motorola Edge com desconto e parcelado. O valor do aparelho, R$3.229, pode ser dividido em 12 vezes de R$ 269,08 – o preço sugerido do smartphone é de R$ 5.499.

Área de cobertura

Apesar da implementação da rede 5G DSS, não são todos os locais que terão cobertura. Em um primeiro momento, alguns locais de São Paulo e Rio de Janeiro vão receber suporte à conexão.

Reprodução

Cobertura deve ser expandida de maneira gradual. Foto: Reprodução

Em São Paulo, a cobertura da tecnologia estará disponível na região da Avenida Paulista e Jardins. Algumas semanas depois, a ideia é estender a disponibilização para outras regiões com maior demanda de tráfego, como Campo Belo, Vila Madalena, Pinheiros, Itaim, Moema, Brooklin, Vila Olímpia, Cerqueira César, Paraíso, Ibirapuera, região da Avenida Berrini e Santo Amaro.

No Rio de Janeiro, os primeiros pontos de cobertura estarão em Ipanema, Leblon e Lagoa. Como projeto de implementação futura, devem receber a conexão toda a orla, do Leme até a Barra da Tijuca, passando pelo Jardim Oceânico, Joá, São Conrado e Copacabana.

De acordo com a Claro, os locais para a primeira implementação foram escolhidos de acordo com as demandas atuais de tráfego, presença de infraestrutura modernizada – utilizada para a chegada do 4.5G -, além da maior incidência de smartphones de última geração.

Velocidade atingida

Em uma prévia, a empresa destacou a evolução das velocidades fornecidas pelas conexões. O 4G, por exemplo, oferece conexão que chega a 21,1 Mbps. No caso do 4.5G - em atual operação pela maioria das operadoras do país - a velocidade é de até 210,6 Mbps. 

A novidade da Claro, o 5G DSS, oferece até 12 vezes mais velocidade se comparado ao 4G. A conexão chega a 416,6 Mbps, uma clara evolução em relação ao que é oferecido até então. No futuro, com a implementação do 5G convencional, as velocidades disponibilizadas podem ser de até 1.278,6 Mbps.

5G DSS

Vale lembrar que a novidade da Claro ainda não é o 5G já conhecido, ativado em alguns países. Entenda como o 5G DSS funciona.

Assim como o 4,5G (ou LTE Advanced) foi uma evolução natural do 4G e já é ofertado por quase todas as operadoras nacionais, a adoção da tecnologia DSS anunciada pela Claro também pode ser encarada como mais um degrau na evolução das redes de telecomunicações móveis rumo ao 5G. Apesar do nome da oferta, a diferença está na sigla "DSS", de Dynamic Spectrum Sharing (ou, em tradução livre Compartilhamento Dinâmico de Espectro).

O que a tecnologia (DSS) faz é redistribuir as faixas de frequências já disponíveis e utilizadas na rede 4G. Assim, as operadoras não precisam necessariamente esperar o licenciamento do 5G no país para começar a dar os primeiros passos nesta direção. Nos Estados Unidos, por exemplo, AT&T e Verizon também utilizam o compartilhamento de espectro em suas redes 5G.

O mais interessante é que o 5G através do compartilhamento dinâmico de espectro, o DSS, promete uma experiência muito superior ao usuário se comparado ao atual 4G disponível no país.


Brasil Claro 5G smartphone rede 5g microsoft edge
Você faz compras Online? Não deixe de conferir a nova extensão do Olhar Digital que garante o preço mais baixo e ainda oferece testadores automáticos de cupons. Clique aqui para instalar.

Recomendados pra você