Sede da Europol

Estado Islâmico não é mais encontrado na internet após operação

Vinicius Szafran, editado por Maria Lutfi 28/11/2019 15h15
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Propagandas do grupo terrorista não são mais identificadas no Twitter ou no Google

A Europol, juntamente com outras agências de aplicação de leis europeias, retirou mais de 26 mil propagandas do grupo terrorista Estado Islâmico de serviços online populares, como Google e Twitter, como parte de uma operação para impedir a comunicação de terroristas.


Os itens sinalizados como propaganda terrorista incluíam vídeos, publicações, contas de mídias sociais e canais de comunicação. Essas informações foram enviadas a diversos provedores de serviços online para que fossem removidas.

"Por enquanto, pelo que sabemos, o Estado Islâmico não está mais presente na internet e nós veremos o quão rápido, se acontecer, eles voltarão aos serviços", disse o promotor federal da Bélgica, Eric Van Der Sypt, em conferência de imprensa nesta segunda-feira (25).

As autoridades dizem que serviços como Twitter, Google, Instagram e Telegram cooperaram com os esforços europeus para interromper as atividades terroristas. O Telegram, uma plataforma online de bate-papo usado por aproximadamente 200 milhões de pessoas, continha o material mais ofensivo, o que resultou em "uma porção significativa de personagens principais da rede do ISIS" sendo removida do serviço.

Reprodução

Como parte da operação, um suspeito de distribuir propaganda terrorista foi preso pela polícia espanhola nas Ilhas Canárias. O chefe de Contra Terrorismo da Guarda Civil Espanhola, Alberto Rodríguez Vázquez, disse que o indivíduo radicalizava a ele mesmo e aos outros.

Essas ações são parte de um esforço em andamento dos membros da União Europeia para cortar as redes de comunicação de organizações terroristas. Em abril de 2018, as agências de aplicação de leis da UE, Canada e Estados Unidos apreenderam servidores e dados do ISIS, forçando-os a confiar fortemente nas mídias sociais online e nos serviços de mensagens.

De acordo com a BBC, um grupo de mídia pró-Estado Islâmico disse que a campanha de remoção pode levar simpatizantes à clandestinidade, onde é mais difícil para as autoridades monitorarem as atividades terroristas.

Via: Texas Public Radio

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