RevelaGov - USP

Ex-alunos da USP criam plataforma para ajudar no combate à corrupção

Sofia Aureli, editado por Matheus Luque 22/11/2019 11h52
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O RevelaGov já detectou mais de 1 milhão de indícios de irregularidades e busca combater a corrupção com acesso claro aos dados, explicando ao cidadão como seu dinheiro está sendo gasto

Apesar de estarem disponíveis, nem sempre os dados públicos são de fácil compreensão, seja pelo processo em acessá-los ou até pela linguagem adotada. Pensando nisso, um grupo de ex-alunos da USP criou a plataforma RevelaGov, que busca tornar mais ‘legível’ as informações públicas. Nela, é possível identificar indícios de irregularidades, comparar cidades, detalhar e consolidar todas as despesas dos municípios e acompanhar a efetividade de seus gastos.


O programa trabalha coletando dados públicos de plataformas abertas como sites de orçamentos, portais da transparência e outros sites do estado de São Paulo. Em seguida, o software trata e cruza as informações colhidas. Todo o processo é realizado usando inteligência artificial e big data, armazenando informações de 1802 órgãos públicos do estado, em um banco de dados que hoje já possui mais de 10 anos de informações colhidas entre 2008 e 2018. Por enquanto, o RevelaGov mapeou mais de 1 milhão de indícios de irregularidades.

O RevelaGov foi criado por Rafael dos Anjos, que fez doutorado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) e por Bárbara Krysttal, gestora de políticas públicas e ex-aluna da Escola de Artes, Ciência e Humanidades (EACH). “O que mais me gera interesse é essa questão de a população poder saber, conhecer como a cidade dela está. Uma cidade que tem pouca transparência, tem muito obscurantismo. E esse obscurantismo, normalmente, significa alta porosidade à corrupção”, afirmou Krystall.

A plataforma é compatível com Windows, Linux e Mac. Além disso, possui quatro planos de acesso, sendo um deles de graça, oferecendo acesso aos dados entre 2016 e 2017 que tratem do balanço econômico dos municípios no período, comparação dos gastos entre os municípios e as contratações realizadas e dívidas em modalidades de compra. Os outros modelos básico, premium pro, permitem um acesso mais detalhado e até mesmo cruzamento de outras bases de dado.

 

Via: Jornal da USP

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