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Criado por Denis Shiryaev, um sistema de inteligência artificial (IA) foi responsável por recriar o rosto de sete pinturas famosas. Anteriormente, o projeto conseguiu restaurar o famoso curta “L’Arrivée d’un train em gare à La Ciotat”, considerado uma das primeiras produções de cinema, feita pelos irmãos Lumière em 1895.
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Agora, os esforços da IA dão vida para quadros famosos, como a Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci, e o Nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli.
Shiryaev enfatiza que o objetivo do projeto é de “aplicar redes neurais diferentes na tentativa de gerar rostos realistas de pessoas a partir de pinturas famosas”. Além disso, o criador destaca que os resultados são apenas “estimativas”, não recriações históricas dos rostos por trás das obras.
No entanto, é possível compararmos os resultados com uma versão real. Trata-se de “American Gothic”, do pintor Grant Wood. A tela é um retrato da irmã do artista e de seu dentista. Abaixo podemos ver uma foto dos dois ao lado do quadro. Talvez não seja muito parecido, mas devemos considerar que a IA baseou-se apenas na pintura para desenvolver os rostos.

Pessoas que serviram de inspiração para Grant Wood ficam ao lado do resultado. Foto: Reprodução
A recriação dos quadros remete a uma prática não muito interessante, mas que também é fruto de IA: os deepfakes. Softwares específicos conseguem criar vídeos de pessoas famosas falando qualquer coisa. Pode ser algo engraçado, mas também comprometedor e criminoso. Com o aprimoramento dos sistemas, essa pode ser uma realidade cada vez mais presente.
Via: Open Culture