TSE alinha estratégias com redes sociais para combater as fake news

Órgão quer evitar outra grande onda de notícias falsas nas eleições de 2020

Vinicius Szafran, editado por Liliane Nakagawa 12/11/2019 20h15
Fake News
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O grupo gestor do Programa de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reuniu-se nesta terça-feira (12) com representantes de políticas públicas e advogados das gigantes da tecnologia. Segundo a assessoria do TSE, representantes do Facebook, Twitter, Google e WhatsApp estiveram presentes. A reunião foi feita para traçar estratégias no combate às fake news, nas eleições municipais de 2020.


De acordo com o Tribunal, os encontros também serviram para aperfeiçoar os canais de comunicação dessas empresas com a Justiça Eleitoral, além de identificar pontos em comum e definir ações concretas dentro da política de moderação e direcionamento de conteúdos de cada plataforma, assim como para potencializar a utilização das evoluções tecnológicas na disseminação de informações oficiais da Justiça Eleitoral.

No mês passado, conforme a nota, as quatro plataformas de redes sociais e de serviço de mensagens assinaram o termo de adesão ao Programa de Enfrentamento à Desinformação e se comprometeram a atuar efetivamente para desestimular ações de proliferação de informações falsas e aprimorar ferramentas de verificação de eventuais práticas de disseminação de desinformação.

As eleições gerais do ano passado foram fortemente marcadas pela disseminação de notícias falsas e com críticas a uma suposta atuação leniente do TSE de combater e inibir a divulgação dessas informações, espalhadas em sua maioria pelas redes sociais. O WhatsApp chegou a admitir o envio ilegal de mensagens durante o período eleitoral. 

No mês de outubro, representantes das gigantes da internet já haviam começado a identificar e remover publicações contendo fake news. O Twitter, inclusive, proibiu qualquer tipo de propaganda política em sua plataforma. O Facebook, por sua vez, defendeu o direito à liberdade de expressão, mesmo que isso signifique a propagação de informações falsas.

Estudos mostraram que interferências online afetaram mais de 80% das eleições no mundo. Um dos casos mais emblemáticos é de uma suposta interferência russa nas eleições dos Estados Unidos, em 2016.

Via: Reuters

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