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CEO da Huawei confirma que empresa continua sem apoio do Google

Vinicius Szafran, editado por Maria Lutfi 02/12/2019 17h30
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Sanções impostas nos Estados Unidos complicaram o 2019 da fabricante chinesa, mas seu fundador segue otimista

As sanções dadas pelo governo dos Estados Unidos por suspeitas de espionagem dificultaram o 2019 da Huawei. Ao longo do ano, a empresa esclareceu sua posição e conseguiu algumas liberações, mas nada que de fato ajude a companhia a longo prazo. E enquanto a Huawei não recebe autorização para trabalhar com o Google, eles lançaram seu próprio sistema operacional, para ser usado no pior cenário.


No entanto, os chineses receberam uma boa notícia no início desta semana: foram autorizados a trabalhar com a Microsoft. Em entrevista à CNN, o CEO e fundador da Huawei, Ren Zhengfei, mostrou confiança apesar das sanções. Zhengfei acredita que sua empresa ainda pode se tornar a principal marca de smartphones do mundo, mesmo que permaneça isolada dos softwares e aplicativos do Google.

A Huawei já é a maior fabricante de equipamentos de telecomunicações do mundo. Ela estava prestes a superar a Samsung como vendedora número um de smartphones neste ano, até entrar na lista negra de comércio dos EUA. A restrição impede que empresas americanas como Google, Intel e Broadcom vendam para os chineses, a menos que obtenham uma licença do governo para isso.

Agora, a fração de mercado estrangeiro conquistada pela empresa está diminuindo, à medida que clientes fora da China ficam cautelosos ao comprar um telefone que pode não ter acesso ao Google Play e aplicativos populares, como Uber, Facebook e Google Maps.

Segundo a cidade de Washington, os produtos da Huawei representam um risco à segurança nacional, alegações rejeitadas pela empresa. Enquanto isso, algumas companhias americanas, como a Microsoft, receberam licenças do Departamento de Comércio dos EUA na semana passada, autorizando negócios limitados que não representam risco significativo aos interesses de política externa ou à segurança do país. O departamento também diz que algumas licenças foram negadas.

O sistema operacional da Huawei, chamado Harmony, faz parte de um plano de backup "em grande escala", caso não seja possível colaborar com o Google. Mas os chineses possuem apenas 45 mil aplicativos disponíveis para download em sua loja, em comparação aos 2,8 milhões no Google Play.

Os negócios da Huawei se mostraram resistentes, apesar da aparição na lista negra comercial. Quando a empresa divulgou ganhos no mês passado, disse que sua receita aumentou 24% nos primeiros nove meses de 2019 em comparação ao mesmo período do ano anterior. A alta venda de smartphones na China ajudou a elevar esses números.

Via: CNN Business

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