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O Nubank continua crescendo em um ritmo forte, ao mesmo tempo em que continua perdendo grandes quantidades dinheiro a cada ano. A fintech anunciou nesta quarta-feira (26) seus resultados financeiros de 2019, registrando um prejuízo de R$ 313 milhões durante o ano. O número é 212% maior do que o divulgado sobre 2018.

Apesar do aumento no ritmo de perdas, a empresa continua tranquila em relação ao seu futuro. Com valor de mercado estimado em US$ 10 bilhões, a fintech tem capital para seguir investindo em expansão de seus negócios, projetando um momento no futuro em que os custos do crescimento serão reduzidos e os lucros começarão a se acumular.

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“Nosso resultado líquido é diretamente ligado ao nosso ritmo de crescimento: escolhemos investir, crescer e oferecer serviços a mais pessoas. Se o Nubank tivesse mantido o ritmo anterior, o resultado ajustado de 2019 seria positivo – mas, de novo, se trata de escolhas”, diz Gabriel Silva, vice-presidente de Finanças do Nubank em comunicado.

E há motivos para o otimismo nos resultados anunciados pela empresa. A receita bruta do Nubank chegou ao patamar de R$ 2,1 bilhões em 2019, o que é um salto de 70% na comparação com 2018. Sua base de clientes também aumentou radicalmente, saindo de 5,9 milhões para 19,7 milhões em um ano, o que equivale a 40 mil clientes novos por dia ao longo de 2019. Em 2020, a companhia já anunciou que o número de clientes já superou 20 milhões.

Ao longo dos últimos anos, a fintech tem diversificado bastante suas atividades. Se no começo, seu único produto era seu cartão de crédito sem tarifas, de lá para cá as coisas mudaram bastante. A NuConta rapidamente ganhou popularidade, com mais de 12 milhões de clientes, além da expansão de opções para o cartão de crédito com o Nubank Rewards e da opção de pagamento em cartão de débito. A empresa também passou a oferecer empréstimos e começou a testar contas para empresas.

Além disso, o Nubank tem começado a espalhar-se para além das fronteiras brasileiras. Em 2019, a companhia anunciou abertura de filiais tanto no México quanto na Argentina, além do hub tecnológico que a fintech mantém em Berlim há alguns anos.