A Nasa está pedindo auxílio a estudantes universitários para resolver uma ameaça para quem pretende passar muito tempo na superfície da Lua nas próximas missões: a pegajosa poeira lunar.

A agência está oferecendo um prêmio de US$ 180 mil àqueles que criarem uma solução que remova a poeira da Lua ou que torne a superfície do astro impermeável ao material. O valor será dividido em até dez equipes escolhidas por um júri do programa Nasa Game Changing Development (GCD).

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“Esta competição oferece aos estudantes uma oportunidade inigualável, como membros da geração Artemis, de ajudar a superar os obstáculos técnicos historicamente desafiadores de mitigar a poeira lunar”, disse Niki Werkheiser, executivo do programa GCD, em comunicado.

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Superfície da Lua é rica em poeira pegajosa. Foto: Reprodução


Pesquisadores da agência já tentaram, nos últimos anos, várias soluções para mitigar o problema. No ano passado, por exemplo, os cientistas da Nasa apresentaram uma tecnologia de revestimento especial que poderia dissipar cargas elétricas da espaçonave para remover a poeira lunar.

Riscos à saúde

Desde as missões da Apollo, é sabido que a poeira lunar é extremamente pegajosa e perigosa. Alguns astronautas carregavam pincéis especiais para escovar os trajes espaciais antes de voltar para o pouso. 

O material, irregular e abrasivo, se espalha por muitas áreas. Em um traje espacial, a poeira pode atuar como um condutor de elétrons, o que pode gerar uma corrente elétrica e, posteriormente, provocar até um choque nos astronautas. Isso porque a superfície da Lua fica exposta ao vento solar e fluxos de partículas altamente carregadas.

Para piorar a situação, estudos recentes mostraram que a poeira lunar pode reagir com as células humanas para criar radicais livres do tipo hidroxila, que têm sido associados ao câncer de pulmão.

Oxigênio da Lua

Por outro lado, pode se tirar algo positivo da poeira lunar. No início do ano, cientistas da Agência Espacial Europeia (ESA) afirmaram ter encontrado uma maneira de produzir oxigênio a partir do material. Segundo eles, amostras de poeira da Lua possuem entre 40% e 45% de oxigênio em peso.

O sistema de protótipo utilizado pelos cientistas mistura regolito lunar simulado com sal de cloreto de cálcio derretido. Os cientistas aquecem a mistura até 950 graus Celsius e passam uma corrente através dela, liberando oxigênio – um processo chamado eletrólise de sal derretido.

A equipe está buscando projetar uma “planta piloto” que possa ser operada na Lua em meados da década de 2020.

 

Via: Futurism