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Arqueólogos usam drone para encontrar fosso criado por ancestrais

Arqueólogos da universidade americana de Dartmouth utilizaram um drone para encontrar obras pré-colombianas de terraplenagem, termo utilizado na arqueologia para descrever locais com alteração de nível por interferência humana.

As descobertas foram feitas em um sítio no Kansas, EUA, que pertencia aos ancestrais da tribo Wichita. Acredita-se que o local seja o mesmo que foi chamado de Etznoa, ou “grande assentamento”, pelo conquistador espanhol Juan de Oñate, em 1601, e ficou por séculos, perdido. 

A erosão do campo atrapalhava qualquer descoberta feita de maneira tradicional. Por isso, Jesse Casana e outros pesquisadores de Dartmouth tiveram a ideia de utilizar um drone, munido de uma câmera termográfica, para sobrevoar o local.

Drone com câmera termográfica auxiliou na descoberta. Créditos: Divulgação/Dartmouth University

Para aumentar a precisão, o voo foi realizado a noite, para que os sensores medissem o calor irradiado do solo e não apenas refletido em sua superfície. A tecnologia permitiu que os arqueólogos identificassem um fosso circular criado pelos ancestrais da terra. A obra apresentava uma temperatura mais baixa do que a do restante do local.

“Nossas descobertas demonstram que existem obras ainda não descobertas e que precisam de uma abordagem diferente para serem reconhecidas”, afirmou Casana.

“É também um importante lembrete de que elementos arqueológicos estão presentes em paisagens modernas e podem ser detectados com o uso de tecnologia apropriada”, concluiu.

Mistérios da descoberta

Os arqueólogos, no entanto, ainda não conseguiram descobrir os motivos da construção desse fosso pelos ancestrais dos Wichitas.

Seu formato circular pode indicar que a obra tinha funções cerimoniais, um local onde as pessoas podiam praticar seus rituais de forma privada e protegida.

Outra teoria levantada leva em conta descobertas feitas em buracos semelhantes na região, onde foram encontradas conchas e pedras turquesas, objetos exóticos para moradores do Kansas há 400 anos. Portanto, o buraco seria uma espécie de cofre da tribo ou de pessoas influentes dentro daquela sociedade.

A última hipótese criada pelos exploradores afirma que o fosso possuía funções mais práticas,  servindo como proteção contra eventuais ataques em uma área importante para tribo. Uma espécie de trincheira.

Os arqueólogos continuarão a investigação no local para desvendar o restante dessa história. 

Fonte: ArsTechnica

Esta post foi modificado pela última vez em 14 de setembro de 2020 17:54

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Publicado por
Redação