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A Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA) fecharam um acordo de 129 milhões de euros (R$ 801 milhões) para prosseguir com a missão Hera. O objetivo é estudar formas de desviar asteroides potencialmente destrutivos de rotas de colisão com o planeta Terra. As informações são da agência de notícias italiana ANSA.

A missão vai avaliar os resultados de um choque da sonda espacial DART, projetada pela Nasa, com a superfície do Didymoon. Com 160 metros de diâmetro, o satélite natural orbita o asteroide 65803 Didymos, que tem aproximadamente 780 metros. Em vias de comparação, o alvo da operação tem diâmetro vinte vezes menor do que o da Lua.

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A Nasa pretende promover o lançamento da DART em julho de 2021 a bordo de um foguete da SpaceX, companhia aeroespacial do bilionário Elon Musk. A colisão está prevista para outubro de 2022. Já a ESA pretende enviar a sonda Hera em 2024 com a expectativa de aproximação do sistema binário de asteroides em 2026.

“É uma missão fundamental porque estamos aumentando a capacidade de descobrir novos asteroides, e é a primeira vez, na realidade, que se tentará desviar a trajetória de um asteroide.” afirmou o diretor de Tecnologia, Engenharia e Qualidade da ESA, Franco Ongaro, em entrevista à agência ANSA.

ReproduçãoIlustração conceito do impacto da sonda DART na superfície do asteroide Didymoon

Missão Hera

De acordo com o site da agência espacial europeia, a colisão da DART deve deixar uma cratera de até 20 metros de diâmetro na superfície do Didymoon. O mapeamento da forma do buraco vai fornecer informações essenciais para validar modelos de impacto necessários para o desvio de asteroides no futuro.

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Além disso, a missão Hera vai esclarecer as propriedades da superfície do asteroide e sua estrutura interna. A organização explica que a relação gravitacional entre o satélite e o Didymos facilitará a observação do desvio e ressalta que um dos maiores desafios do programa é calcular a massa do Didymoon com um alto nível de precisão.

Ainda de acordo com a ESA, a maioria dos asteroides da classe de 1 km de diâmetro, que estão próximos à Terra e no Sistema Solar, já foram detectados e mapeados por cientistas. Entretanto, muitos corpos espaciais menores e com potencial destrutivo ainda são desconhecidos.

“São dados que farão diferença, pois a precisão é fundamental. A nossa [missão] será também uma grande demonstração tecnológica”, disse Ongaro à agência ANSA.

Via: Uol/ESA