EnglishPortugueseSpanish
publicidade

A SpaceX lançou neste domingo (13) a missão SXM-7, contendo um satélite de transmissão para a empresa norte-americana de rádio via satélite Sirius XM. O Falcon 9 B1051 decolou da base de Cabo Canaveral, na Flórida, às 2h30 (Horário de Brasília).

Poucos minutos depois o primeiro estágio do foguete Falcon 9 pousou na balsa robótica Just Read The Instructions, no Atlântico Norte. Este foi o sétimo lançamento do B1051, e a primeira missão comercial a usar um foguete que já foi reutilizado mais de quatro vezes.

publicidade
Lançamento da missão SXM-7. Video: SpaceX

O primeiro voo do Falcon 9 B1051 foi a missão Demo-1, de março de 2019. Foi a primeira demonstração da cápsula Crew Dragon, na época não tripulada. Depois disso, foi usado no lançamento de um satélite de observação terrestre para o governo canadense em junho de 2019 e em quatro missões Starlink (lotes 3, 6, 9 e 13), já em 2020.

A SpaceX estima que a vida útil do primeiro estágio de um Falcon 9 é de 10 lançamentos. Em 25 de novembro, o foguete B1049 estabeleceu um recorde e se tornou o primeiro a ser reutilizado sete vezes. Em 6 de dezembro a SpaceX atingiu a marca de 100 lançamentos do Falcon 9

Todos os olhos na Starship

Com a Crew Dragon certificada para voos tripulados à ISS e os lançamentos de foguetes Falcon 9 se tornando quase rotina, toda a atenção da SpaceX está focada na Starship, espaçonave que a empresa espera usar no futuro tanto em missões não tripuladas para o lançamento de satélites quanto para levar astronautas, e eventualmente colonos, à Lua e Marte.

Recentemente a Starship SN8 se tornou o primeiro protótipo da espaçonave e fazer um voo de grande altitude, chegando a 12,5 km. Pouco perto dos 100 km necessários para alcançar o espaço, mas um imenso progresso em relação aos “saltos” de 150 metros dos protótipos SN5 e SN6.

publicidade
Voo da Starship SN8: teste quase perfeito. Video: SpaceX

Foi um teste quase perfeito. Primeiro protótipo equipado com três propulsores Raptor, a Starship SN8 subiu, chegou à altitude desejada, realizou algumas manobras de teste, deu uma “cambalhota” em pleno ar e manobrou até o local de pouso, como planejado.

Entretanto, a baixa pressão em um tanque de combustível durante a “queima” antes do pouso fez com que a velocidade fosse alta demais, causando uma explosão ao tocar o solo. Ou, no jargão de Elon Musk, um “desmonte rápido inesperado” (RUD, Rapid Unscheduled Dissassembly)

Mas apesar do final espetacular, o executivo afirma que a equipe da SpaceX conseguiu todos os dados de que necessitava. “Marte, lá vamos nós”, comemorou.

Fonte: SpaceX