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A corrida pela vacina contra a Covid-19 no Brasil continua. Desta vez, o Instituto Butantan, em São Paulo, adiou a entrega dos resultados dos testes da vacina CoronaVac à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o dia 23 de dezembro – a data inicial era dia 15.

Apesar do adiamento, o governo estadual ainda acredita ser possível cumprir a promessa de iniciar a primeira etapa da vacinação em 25 de janeiro.

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Segundo o governador do Estado, João Doria, o atraso foi proposital, isto porque o objetivo é solicitar uma autorização definitiva, e não para uso emergencial, como tem ocorrido em outros países.

Os dados a serem apresentados à Agência se referem à fase 3 dos testes com a dose desenvolvida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Ou seja, o Instituto deverá comprovar a eficácia da CoronaVac.

“Registrar a vacina com estudo conclusivo vai permitir maior confiabilidade na análise da eficácia da vacina. Outro benefício será conquistar o registro definitivo da vacina em vários países do mundo”, afirmou Doria durante coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (14).

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Cabe destacar que o governo estadual também deverá pedir, de forma simultânea, a autorização definitiva para o uso da CoronaVac também à National Medical Products Administration (NMPA, na sigla em inglês). O órgão chinês é responsável pela regulação de medicamentos.

“Atingimos a meta do estudo [em número mínimo de infectados], e portanto ele pode ser concluído. Pedimos o registro do produto da vacina, que então poderá ser usada por todos os países que a encomendaram. Nossa responsabilidade, como representante da vacina na América Latina, é disponibilizar meio bilhão de doses no primeiro semestre de 2021”, disse Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan.

Fase 3 da vacina CoronaVac

Os resultados que serão apresentados no fim do mês à Anvisa devem ser mais robustos do que o esperado inicialmente. Tal afirmação se deve ao fato de que os estudos atingiram 170 voluntários com a doença, o que é mais que o necessário. Assim sendo, as análises deverão ser mais assertivas.

“A decisão de concluir o estudo ocorre após os cientistas terem sinalizado que o número mínimo necessário de 151 voluntários infectados já foi ultrapassado. Hoje a fase três da vacina do Butantan já tem 170 voluntários infectados, incluindo os grupos vacinados e placebo“, explicou Doria.

Os testes com a CoronaVac, da Sinovac, já chegaram na fase 3 no Brasil com resultados satisfatórios. Créditos: Cadu.rolim/Shutterstock

São Paulo já recebeu 120 mil doses prontas da CoronaVac e uma carga de insumos para a produção de mais um milhão por parte do Instituto Butantan. O plano de vacinação do Estado prevê imunizar, em primeiro lugar, idosos acima de 60 anos, profissionais da saúde e indígenas. Desse modo, nove milhões de doses serão necessárias. A previsão é que cada pessoa receba duas doses da vacina.

Segundo informa o InfoMoney, o secretário de Saúde do Estado, Jean Gorinchteyn, falou durante entrevista na segunda-feira que já é observado um aumento de 4% no número de casos registrados como positivos e 5% no número de internações. Igualmente, houve um acréscimo de 9% também no número de óbitos confirmados pela doença no Estado.

Via: G1