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Na corrida para o início da vacinação contra a Covid-19 no país, o presidente Jair Bolsonaro enviou uma carta à Índia pedindo urgência na exportação de dois milhões de doses do imunizante da Universidade de Oxford. A vacina foi desenvolvida em parceria com a farmacêutica AstraZeneca e produzida pelo laboratório indiano Serum. Governo federal pretende iniciar a imunização no Brasil ainda em janeiro.

A correspondência foi endereçada ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. A ação diplomática foi necessária após o laboratório ter informado ao Itamaraty sobre a proibição de exportações das doses a outros países por parte do governo indiano. No dia seguinte, o Serum voltou atrás na decisão e informou que as negociações poderiam continuar.

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Presidente Jair Bolsonaro enviou carta à Índia solicitando urgência no envio das doses da vacina de Oxford. Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na correspondência, o presidente brasileiro afirma que “para possibilitar a imediata implementação do nosso Programa Nacional de Imunização, muito apreciaria poder contar com os bons ofícios de Vossa Excelência para antecipar o fornecimento ao Brasil, com a possível urgência e sem prejudicar o programa indiano de vacinações, de 2 milhões de doses do imunizante produzido pelo Serum Institute of India”.

A urgência descrita por Bolsonaro pode ser compreendida se considerados todos os procedimentos pelos quais as doses deverão passar assim que chegarem ao Brasil. Nesse sentido, os imunizantes deverão ser etiquetados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que inclusive solicitou na sexta-feira (8) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o uso emergencial do imunizante no país.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, disse ao portal G1 que o pagamento das doses já foi efetuado e que a previsão de entrega dos imunizantes ao Brasil é até o dia 20 de janeiro.

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Na quinta-feira (7), durante entrevista coletiva, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que o Brasil possui 212 milhões de doses da vacina de Oxford já garantidas.

Via: Folha de S. Paulo