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Em uma das suas últimas publicações antes do Parler sair do ar, o CEO da rede social, John Matze, disse que o serviço “provavelmente ficará inativo por mais tempo do que o esperado”. A postagem foi feita no domingo, quando a Amazon anunciou que não hospedaria mais a plataforma em seus servidores.
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“Isso não se deve a restrições de software”, explicou o criador do Parler, que garante que a empresa tem o “software e os dados de todos (os usuários) prontos para uso”. O problema seria encontrar um novo datacenter para hospedar a rede social, que por sua política de moderação permissiva, se tornou ponto de encontro para extremistas, racistas e negacionistas da pandemia.
“As declarações da Amazon, Google e Apple à imprensa sobre a redução do nosso acesso fizeram com que muitos de nossos outros fornecedores também abandonassem o suporte para nós. E a maioria das pessoas com servidores suficientes para nos hospedar fechou suas portas para nossa plataforma”, escreveu Matze.
Google e Apple já removeram Parler de suas respectivas lojas de aplicativos, e o serviço está completamente inacessível até agora. Matze classificou as ações da Amazon, Google e Apple como um “esforço coordenado” na “tentativa de remover completamente a liberdade de expressão da Internet”.
A suspensão do serviço ocorreu devido à participação da rede no ataque ao Capitólio na última quarta-feira (6), quando apoiadores do presidente Donald Trump invadiram o prédio, depredaram escritórios, roubaram objetos e ameaçaram congressistas. Cinco pessoas acabaram mortas na manifestação, uma delas um policial local.

Postagens no Parler mostram usuários comemorando o ataque e sugerindo a captura e execução de membros do congresso. “Não podemos oferecer serviços a um cliente que é incapaz de identificar e remover conteúdo que encoraja ou incita violência contra os outros”, disse a mensagem da Amazon. “Como o Parler não pode cumprir nossos termos de serviço e representa um risco muito real à segurança pública, iremos suspender sua conta a partir das 11:59 PST de 10 de janeiro”.
O criador do Parler garantiu que não abrirá nenhuma conta em oura rede social. “Parler é minha posição final na Internet. Parler é minha casa. Vejo vocês em breve”, completou.
Via: Mashable