O projeto Wine, software que implementa uma camada de tradução que permite a execução de aplicativos originalmente escritos para o Windows no Linux e alguns outros UNIX (como BSD e o mac OS), chegou nesta semana à versão 6.0.

Com mais de 8.300 mudanças em relação à versão 5.0, ela representa o fruto de um ano de trabalho da equipe de desenvolvedores. Entre as principais mudanças estão um novo driver que permite que a API Vulkan seja usada para renderizar gráficos de aplicativos (como jogos) escritos para o Direct3D, e melhor suporte a alguns recursos exclusivos do Direct3D 11.

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Também há melhorias no suporte a dispositivos, como um driver USB básico para o kernel, suporte ao histórico de posição do mouse em jogos e notificações de conexão ou remoção de dispositivos plug and play.

site do projeto wine, que exibe os detalhes da sua versão 6.0
Site do projeto Wine tem uma lista mostrando a compatibilidade de vários aplicativos e jogos. Imagem: WineHQ

O Wine 6.0 também tem melhorias em sua implementação do núcleo (kernel) do Windows NT, como melhor suporte a sistemas anti-trapaça em jogos que dependem de módulos no kernel e melhor suporte a rede em drivers de proteção anti-cópia.

Além disso o Gecko, “motor” usado para renderização de conteúdo da web, foi atualizado para a versão 2.47.2, e o suporte à API WebSocket foi implementado. Por fim, há suporte inicial à arquitetura ARM64 usada pelos novos Macs com processadores M1, e o suporte à arquitetura PowerPC de 32 Bits foi removido. 

Resumindo, tudo isso significa que a compatiblidade com aplicativos Windows, incluindo jogos, aumentou. O Wine ainda está longe de ser perfeito, mas já permite que muitos programas escritos para o sistema da Microsoft rodem sem problemas no Linux, de jogos como World of Warcraft e EVE Online a aplicativos de peso como o Adobe Photoshop CS6.

Na página oficial do Wine há uma lista de compatibilidade de apps, constantemente atualizada. Lá você também encontra instruções de instalação e atualização para sua distribuição Linux favorita.

Fonte: ZDNet