Na próxima segunda-feira (1º), o Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deverá discutir, em reunião extraordinária, a aprovação do edital do leilão do 5G. A reunião acontecerá de forma virtual, às 10h, com a pauta do edital de licitação sendo a única a ser discutida na reunião.

Será discutido o edital de licitação das frequências de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. Vale lembrar que o leilão das redes móveis de quinta geração está marcado para o fim do primeiro semestre. Na ocasião, o relator do processo, conselheiro Carlos Baigorri, deverá apresentar seu voto. A reunião será transmitida pelo portal da Anatel.

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Ainda existem incertezas, porém, sobre o uso de todo o espectro da faixa de 3,5 GHz. Caso a agência opte por essa opção, as próprias operadoras deverão pagar pela migração dos canais de TV aberta da banda C para a Ku. Na proposta da agência, a frequência deverá ser dividida em cinco blocos (ou lotes) de 80 MHz – um regional e quatro para o ambiente nacional.

Huawei participa do leilão 5G

De acordo com Baigorri, as regras do leilão do 5G não impõem restrições à Huawei. O governo federal, ainda neste mês, concluiu que a fabricante chinesa não deveria mais ser barrada do leilão. O caso foi relacionado à ala ideológica do governo, que estaria elaborando um decreto para proibir a empresa de participar.

Leilão do 5G brasileiro não vetará fabricante de equipamentos Huawei
Leilão do 5G brasileiro não vetará fabricante de equipamentos Huawei. Imagem: Daniel Constante/Shutterstock

Com a saída de Donald Trump da presidência dos Estados Unidos, a pressão sobre ela “perdeu força” no Brasil. Nas últimas semanas o governo brasileiro, apoiador do ex-presidente, adotou um tom mais amistoso em relação à China. Em especial, o país asiático tem sido produtor de insumos para a produção de vacinas contra a Covid-19

Entre os dias 2 e 12 de fevereiro, o Ministro das Comunicações, Fábio Faria, deverá viajar para se encontrar com representantes de governo e de empresas. A viagem deverá passar pela Suécia (Ericsson), Finlândia (Nokia), Coreia do Sul (Samsung), Japão (NEC) e China (Huawei).

Fonte: Ministério das Comunicações