EnglishPortugueseSpanish

Em reunião virtual nesta segunda-feira (1º), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou o adiamento da aprovação da proposta que abriria caminho para o leilão do 5G no Brasil.  

De acordo com Leonardo Euler de Morais, o presidente da agência, e um dos conselheiros envolvidos no processo, eles não estavam prontos para votar. Agora, a ideia, segundo Euler, é que a proposta seja votada ainda este mês, até o dia 24.  

publicidade

O leilão, por outro lado, deve acontecer nos próximos meses – no entanto, ainda no primeiro semestre. A previsão para a reunião era que fossem discutidas as licitações das frequências de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. 

Apesar do adiamento, é possível dizer algumas das condições que devem fazer parte da licitação. Como é o caso da participação da Huawei no leilão. Muito se especulou sobre o envolvimento da empresa chinesa no projeto, mas que, até então, não foi vetada de concorrer.  

Outra questão envolve uma proposta de Carlos Baigorri, conselheiro da Anatel. Ele descreve que, antes da chegada do 5G, a cobertura 4G deve ser levada até locais que ainda não contam com esse tipo de conexão.  

Por fim, sinais de TV devem ser transferidos para uma banda diferente das que serão usadas pelo 5G. Isso para não afetar nenhum dos dois serviços.  

Proibição da Huawei no leilão do 5G

Ainda neste mês, o governo federal concluiu que a fabricante chinesa não deveria mais ser barrada do leilão. O caso foi relacionado à ala ideológica do governo, que estaria elaborando um decreto para proibir a empresa de participar. 

Com a saída de Donald Trump da presidência dos Estados Unidos, a pressão sobre ela “perdeu força” no Brasil. Nas últimas semanas o governo brasileiro, apoiador do ex-presidente, adotou um tom mais amistoso em relação à China. Em especial, o país asiático tem sido produtor de insumos para a produção de vacinas contra a Covid-19.  

Entre os dias 2 e 12 de fevereiro, o Ministro das Comunicações, Fábio Faria, deverá viajar para se encontrar com representantes de governo e de empresas. A viagem deverá passar pela Suécia (Ericsson), Finlândia (Nokia), Coreia do Sul (Samsung), Japão (NEC) e China (Huawei). 

Via: Uol