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A produção de uma vacina eficaz contra as novas variantes do coronavírus — como a P.1 (encontrada no Brasil) e a B.1.351 (encontrada na África do Sul) — demandaria 6 a 9 meses, segundo afirmou a farmacêutica AstraZeneca, nesta quinta-feira (11).
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Isso porque o imunizante Oxford/AstraZeneca utiliza tecnologias diferentes de outras vacinas. O da AstraZeneca exige que células sejam cultivadas por semanas, enquanto imunizantes da Pfizer ou da Moderna usam RNA mensageiro. Ou seja, a adaptação contra as variantes é um pouco mais complicada.
A necessidade de uma vacina adequada às novas variantes do coronavírus cresceu após dados iniciais da África do Sul apontarem que o imunizante da AstraZeneca demonstrou menor proteção contra a variante B.1.351 em casos leves e moderados. O fato fez com que o governo do país sul-africano suspendesse, no último domingo (7), o uso da vacina em seu território.

Uma possível disseminação das variantes britânica e da P.1, originária do estado do Amazonas, ampliaria a necessidade de novas adaptações das vacinas já existentes. A boa notícia para os brasileiros é que a eficácia da CoronaVac, responsável por 83% dos imunizantes disponíveis para serem aplicados no país, possivelmente será menos afetada por variantes, de acordo com virologistas e microbiologistas ouvidos pela BBC News Brasil.
Apoio da OMS
Apesar de a própria AstraZeneca admitir que seu imunizante possui proteção limitada contra a variante B.1.351 do coronavírus, a Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu o uso da vacina Oxford/AstraZeneca.
Usado em mais de 50 países, o imunizante da AstraZeneca é considerado promissor. Além de ser mais barato que os demais, o produto possui menos restrições de armazenamento e pode ser distribuído mais facilmente para a população.
Ademais, a vacina da AstraZeneca deve ser usada sem restrições caso seja o único imunizante disponível nos países, de acordo com a OMS. Isso porque as populações mais vulneráveis ganhariam mais chances de proteção.
Na próxima segunda-feira (15), a OMS decidirá se vai ou não incluir a vacina Oxford/AstraZeneca em sua lista de uso emergencial (UEL).
Via: Folha de São Paulo