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Após mais de dois anos de expedições e quase seis anos de pesquisa, um grupo de arqueólogos resolveu o enigma de um crânio de 5,3 mil anos que apareceu dentro de uma caverna remota no norte da Itália.

Foi descoberto que o fóssil pertence a uma mulher de cerca de 30 anos de idade, e que ela foi vítima de decapitação. Os especialistas acreditam que a cabeça foi cortada e parte da carne do crânio removida durante um ritual de morte. Porém, não se sabe se a prática envolvia canibalismo.

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O crânio estava nas profundezas de uma cadeia de cavernas em um conjunto rochoso conhecido como Marcel Loubens. Os resultados da pesquisa foram publicadas na última edição da revista científica colaborativa Plos One.

Segundo eles, o fóssil foi encontrado originalmente em 2015, mas os pesquisadores só conseguiram traçar os detalhes sobre ele agora. Isso aconteceu porque o crânio estava a nada menos que 38 metros de profundidade.

Crânio caiu na caverna por acidente?

Cientista desce caverna de 38 metros
Cientista desce caverna de 38 metros. Crédito: Public Library of Science

Para conseguir chegar até o crânio, os pesquisadores levaram cerca de dois anos descendo até o fundo da caverna utilizando instrumentos de escalada. Porém, o acaso poderia ter contribuído para que os pesquisadores tivessem menos trabalho para chegar ao fóssil.

Segundo Maria Giovanna Belcastro, arqueóloga da Universidade de Bolonha, o crânio foi parar lá por acaso após cair dentro da caverna durante o ritual de remoção da carne do crânio. “A natureza acidental do evento é confirmada por algumas lesões post-mortem no crânio”, declarou. 

A remoção da carne dos mortos era algo relativamente comum entre os neandertais. Além da decapitação, o fóssil também apresentou indícios de que o cadáver foi manipulado, segundo ela, para a remoção de outros tecidos moles.

Via: UOL

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