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Você sabia que a Lua tem uma cauda longa, quase invisível, como um cometa ou uma estrela cadente? Esta descoberta foi feita no final da década de 1990, mas só agora cientistas conseguiram entender o motivo.

De acordo com uma pesquisa publicada no Journal of Geophysical Research: Planets, físicos da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, apontam que a cauda é um fluxo de partículas de sódio expelidas da Lua por impactos periódicos de meteoros e asteroides, e energizadas pelos fótons do Sol.

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A cauda da Lua corre atrás dela em sua órbita ao redor do Sol, não da Terra, fazendo com que pareça uma linha reta do nosso ponto de vista terrestre. Portanto, nós, os terráqueos, às vezes nos encontramos no caminho da corrente de jato que a gravidade da Terra concentra em um feixe estreito que deforma ao redor do planeta e continua adiante atrás dele.

Cauda da Lua. Créditos: Divulgação/Journal of Geophysical Research: Planets

Jeffrey Baumgardner, autor principal do estudo, no entanto, afirmou ao jornal The New York Times que a nova descoberta “provavelmente não” tem alguma aplicação prática para cientistas.

“Eu acho que é muito legal. Quase parece uma coisa mágica”, disse Sarah Luettgen, coautora do estudo e pesquisadora de graduação da Universidade de Boston.

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O robô explorador (rover) chinês Yutu 2, que chegou ao lado distante da Lua em janeiro de 2019, encontrou uma rocha que deixou os cientistas intrigados. Angulosa e alongada, ela se projeta do solo como um “marco de milha” usado em antigas estradas romanas, e se destaca em relação ao terreno ao redor.

A rocha foi encontrada durante o 26º dia lunar (um dia lunar equivale a 27 dias terrestres) da missão do robô. Em 6 de fevereiro, manhã do 27º dia lunar, a agência espacial chinesa (CNSA, China National Space Administration) concordou em conduzir o rover até a rocha e usar um instrumento chamado VNIS para analisar sua composição.

O VNIS (Visible and Near-infrared Imaging Spectrometer, Espectrômetro Visível e em Infravermelho Próximo) é um instrumento sensível à luz visível e ultravioleta, e pode determinar a composição de um objeto analisando a luz refletida por ele.

É o mesmo instrumento que foi usado para analisar a “substância similar a um gel” encontrada na superfície lunar em julho de 2019, que mais tarde foi identificada como uma espécie de vidro criado pelo impacto de um meteoro ou erupção vulcânica no passado.

Dan Moriarty, bolsista do programa de pós-doutorado da NASA no Goddard Space Flight Center em Greenbelt, Maryland, explicou ao site Space.com o interesse dos cientistas pelo que parece uma simples pedra pontuda.

A rocha incomum encontrada pelo Yutu 2 no lado distante da Lua. Imagem: CNSA

“Parece ter a forma de um caco e está saindo do chão. Isso é definitivamente incomum. Com o tempo, múltiplos impactos, estresse causado por mudanças de temperatura e outras formas de desgaste na superfície lunar tendem a quebrar rochas e dar a elas um formato mais ou menos esférico”, disse.

Ou seja, a rocha é nova (em relação ao restante do terreno) e provavelmente não é “nativa” do local onde foi encontrada. “Eu definitivamente suporia uma origem como material ejetado de alguma cratera próxima”, disse Moriarty. Segundo o pesquisador, é possível que um fragmento intacto de rocha seja arremessado da superfície próxima ao local de um impacto sem experimentar o mesmo choque que o ponto de impacto sofre.

Clive Neal, um especialista lunar na Universidade de Notre Dame, concorda que, com base nas imagens, a rocha foi ejetada por um impacto e não é rocha matriz exposta. “A pergunta que eu tenho é: elas são locais? Espero que os dados do VNIS permitam avaliar sua origem como sendo local ou exótica, ou seja, de fora da área onde foi encontrada”, disse.

Em branco, o caminho percorrido pelo Yutu 2 desde sua chegada à Lua. O local de pouso da Chang’e 4 está no canto inferior direito da imagem. Imagem: CNSA

O robô chinês Yutu 2 foi originalmente foi projetado para durar apenas 90 dias terrestres, pouco mais de três dias lunares. Desde que chegou à Lua, ele já percorreu uma distância de 628 metros. Recentemente a China completou com sucesso a missão Chang’e 5, que recolheu amostras do solo lunar e as trouxe de volta à Terra.

Fonte: Space.com

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